Autor: Buser Brasil

Buser investe em novas tecnologias de segurança nas frotas parceiras

Buser investe em novas tecnologias de segurança nas frotas parceiras

Novas tecnologias de segurança como câmeras de fadiga, telemetria e sensores de cinto de segurança estão sendo implementadas nas frotas das empresas que trabalham com a plataforma

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 90% dos acidentes de trânsito são causados por falhas humanas. Ainda segundo a mesma organização, as principais causas de acidente são, respectivamente:

  • excesso de velocidade;
  • associação de bebida alcoólica e direção;
  • falta de uso de capacete, cinto de segurança e equipamento de retenção para crianças.

Com o objetivo de proporcionar mais segurança na condução dos veículos e para os passageiros, a Buser tem promovido investimentos em novas tecnologias de segurança para as empresas parceiras, como câmeras de fadiga, sensores de cinto de segurança e telemetria.“Trabalhamos com estratégias de segurança preventiva para evitarmos qualquer tipo de acidente e, para isso, usamos algumas tecnologias”, declara o head de segurança e operações da Buser Brasil, Rodrigo Souza.

Entenda melhor como funcionam tais tecnologias e que resultados elas trazem. Continue a leitura!

Câmera de fadiga

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET) em parceria com a Academia Brasileira de Neurologia e o Conselho Regional de Medicina indicou que cerca de 42% dos acidentes de trânsito estão relacionados ao sono. Assim, o cansaço é uma das principais causas de morte nas rodovias brasileiras.

Para evitar expor seus usuários a riscos desnecessários causados por sono, a Buser está implantando câmeras de fadiga em toda a frota. Tal câmera monitora os motoristas e traduz em parâmetros o nível de fadiga em que eles se encontram. 

Esses dados são mostrados de forma visual em gráficos que mudam de cor, entre verde, amarelo e vermelho. Sendo verde o motorista que apresenta níveis normais, amarelo representa que ele está em estado de fadiga e vermelho é um alerta de que o profissional não pode dirigir. Os gráficos são monitorados por uma central que funciona 24h por dia.

“Se o motorista entra em um nível de fadiga alto, o sistema fica vermelho e a equipe entra em contato com ele. Se for necessário, pode-se até enviar outro motorista para substituí-lo, mas a ideia é que eles não fiquem cansados e que não precisemos chegar a esse ponto”, declara Rodrigo Souza.

Ainda em 2020, 100% da frota das empresas precisará terá câmera de fadiga instalada para que sigam sendo parceiras da Buser.

Acompanhe as novidades do blog da Buser AQUI

Telemetria

Outra estratégia que tem sido utilizada pela Buser é a Telemetria. O sistema controla a velocidade dos ônibus e gera dados em tempo real, que também ficam plotados em gráficos. Assim, equipes de segurança podem fazer a gestão 24h por dia desses dados e dos motoristas junto às empresas parceiras. 

Essa gestão constante é um grande diferencial da Buser em relação ao mercado. “Monitoramos os motoristas a fim de diminuir a probabilidade de acidentes fazendo com que eles dirijam de forma mais prudente e segura. Para isso, atuamos com medidas corretivas para motoristas que dirigirem acima da velocidade permitida. Se algo fugir do planejado, veremos no sistema”, esclarece Rodrigo. 

Caso o motorista ultrapasse a velocidade de 90 km/h é ativado um aviso sonoro no veículo a fim de alertar o profissional. Através do sistema também é possível saber se um ônibus quebrou, se chegou ou saiu com atraso ou se passou do tempo de parada. 

Cinto de segurança com alerta

Uma pesquisa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) feita no fim de 2019 concluiu que seis em cada dez passageiros de ônibus intermunicipais não usam o cinto de segurança.

Apesar de ser altamente difundida a informação de que o uso do cinto reduz os riscos de morte e de lesões graves, os passageiros resistem a usá-lo.

Com o objetivo de fazer com que seus clientes usem a proteção, a Buser está investindo, na frota de suas empresas parceiras, em uma tecnologia desenvolvida internamente que emite alertas sonoros e visuais caso o passageiro não esteja com o cinto. “Caso o usuário se sente no assento e não afivele o cinto em até um minuto e meio, vai soar um alarme sonoro e visual, com uma  luz vermelha. Assim, a equipe e até outros passageiros podem intervir. Queremos garantir que, caso ocorra uma fatalidade, todos estejam usando o cinto”, acrescenta Rodrigo.

Segurança: uma prioridade

Em cada ônibus existem, pelo menos, 40 vidas. Todos os dias, milhares de pessoas são transportadas com a intermediação da Buser. Assim, os investimentos em novas tecnologias de segurança estão só começando, pois a busca pela excelência vai continuar. “A segurança para a Buser é um valor e vai estar acima de qualquer outra coisa”, acrescenta o head de segurança e operações da Buser.

Quer ser nosso parceiro? Então entre em contato através do e-mail: savio.carissimo@buser.com.br. Quer viajar com com mais segurança e qualidade? Então acesse o nosso site AQUI e veja os nossos grupos.

Até logo!

Buser vai oferecer viagens de ida grátis para os usuários depois da quarentena

Buser vai oferecer viagens de ida grátis para os usuários depois da quarentena

Para promover reencontros entre as pessoas que se amam e estão distantes, empresa vai oferecer viagens grátis após o período de quarentena. Entenda!

A quarentena não tem sido fácil para ninguém, afinal, manter a distância de quem a gente ama não é algo comum ou prazeroso. Todo mundo está com saudade do amor, do pai, da mãe, do crush, da vó, cachorro, amiga… por isso a Buser resolveu dar uma força pra você!

Com a campanha “Saudade de Você” a Buser quer garantir que você reveja sua saudade dessa quarentena. Para isso, vamos oferecer viagens de ida grátis. Exatamente o que você leu: uma viagem for free, na faixa, R$0! A ida, tá?

Ah, mas quando vou poder viajar?

Não podemos afirmar quando. Em função da COVID-19, as nossas operações estão congeladas. A gente ainda não sabe quando as viagens vão voltar a acontecer, mas que tal já garantir o seu passe livre para matar a saudade de quem você ama? 

É simples! Para garantir, basta acessar o site www.buser.com.br e nos contar de onde para onde você quer ir e marcar três amigos. É rápido, mas as viagens grátis são limitadas. 🙂

Isso quer dizer que você tem que garantir a sua viagem o quanto antes.

E o regulamento?

Assim que tivermos uma previsão de retorno das operações da Buser enviaremos um e-mail ou SMS para todos os participantes da promoção com as instruções para que você faça a sua reserva.

Mas vai um spoiler… quem já viajou com a ida grátis na promoção Boomerang pode viajar gratuitamente de novo com essa.

Enquanto isso…

Nós da Buser também estamos com saudade de você e torcendo para que tudo isso passe logo, mas enquanto enfrentamos esse período tão difícil de quarentena queremos reforçar a importância de que você #FiqueEmCasa e se mantenha saudável e seguro, assim como os seus familiares. Logo logo estaremos de volta com muitas rotas para serem exploradas por esse brasilzão.

Até breve!

Leia também: Presidente da Buser se pronuncia sobre COVID -19

Cai decisão de sindicato de empresas que buscavam proibir a Buser de funcionar em SC

Cai decisão de sindicato de empresas que buscavam proibir a Buser de funcionar em SC

Buser conquista mais uma vitória na justiça para oferecer uma alternativa de transporte interurbano com qualidade e preços justos em Santa Catarina. Entenda!

O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, em decisão do Desembargador Francisco José Rodrigues de Oliveira Neto, no último dia 26 de março suspendeu os efeitos de uma decisão contrária à Buser em processo que questiona a legalidade dos serviços prestados pela empresa.

A ação foi movida pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de Santa Catarina (SETPESC) para impedir que a Buser prestasse serviços do estado, alegando que a empresa faria transporte clandestino e ofereceria uma concorrência desleal.

Leia também: Buser ganha ação movida por empresa de transporte de passageiros, em São Paulo

Reconhecimento da legalidade

O desembargador entendeu que, de fato, a Buser não é uma empresa de transportes e limita-se a conectar as pessoas interessadas em fazerem um mesmo trajeto e companhias de fretamento.

“Portanto, o contrato social e o modus operandi descrito na inicial, o qual está exposto no site, corroboram com a tese lançada pela recorrente no sentido de que é uma plataforma tecnológica que permite conectar, de um lado, grupos de pessoas interessadas em viajar para um destino em comum e, de outro, um fornecedor de transporte privado na modalidade fretamento eventual – atividade bem distante daquela exercida pelas empresas responsáveis pelo transporte coletivo público”, pontua o magistrado em um trecho da sentença.

Além disso, o Desembargador julgou que o fato de não haver leis específicas sobre a forma de contratação dos serviços da Buser não torna a atuação da empresa ilegal.

“Portanto, o fato de não haver lei específica regulamentadora da atividade não faz com que, por este único motivo, ela seja considerada ilegal.” O magistrado ainda acrescentou que que não há ilegalidade uma vez que  “as viagens são realizadas mediante autorização do poder público”.

O Desembargador pontuou, também, que não há concorrência desleal, uma vez  que os serviços oferecidos pela Buser não fizeram com que houvesse uma queda na demanda das empresas tradicionais havendo prejuízo das mesmas. 

A decisão ainda destaca a diferença das viagens viabilizadas pela Buser e suas parceiras em relação às realizadas pelas empresas convencionais.

“Outra diferença existente entre as viagens realizadas pela Buser das realizadas pelas concessionárias de serviço de transporte público é que as de cunho privado não possuem a garantia da prestação, pois só ocorrem com quórum mínimo de interessados, ou seja, o risco de a viagem ocorrer ou não fica a cargo do contratante (…) não havendo a cobrança de passagem individual, mas apenas o rateio do custo envolvido na viagem contratada”. 

Todos contra o retrocesso

Essa foi mais uma vitória da Buser contra o retrocesso. Seguiremos firmes e fortes na busca pela democratização do transporte interurbano brasileiro e para oferecer um serviço com qualidade e preço justo em todo o Brasil.

Vale lembrar que as nossas operações estão paralisadas em virtude da COVID-19, mas assim que voltarmos a atuar, as viagens para o estado de Santa Catarina também voltarão a acontecer.

Acompanhe o Blog e saiba de todas as novidades da Buser!

Mulher motorista, sim senhor!

Mulher motorista, sim senhor!

Conheça a história de Júnia, uma mulher motorista de ônibus de 34 anos, com muita garra e que não deixa o machismo a fazer desistir

Há algum tempo nem sequer pensávamos na possibilidade de mulheres ocuparem alguns espaços na sociedade. Da conquista do direito de voto, do trabalho fora do lar aos dias de hoje com a luta pela igualdade, muitas águas já correram por debaixo da ponte. Não há dúvidas de que representatividade importa e hoje é possível ver mulheres em papéis até então não convencionais para elas [ainda bem]. Se algumas delas “ousam” viajando sozinhas, outras “afrontam” as conduzindo até os seus destinos. Este é o caso da motorista de ônibus Júnia Graciela Pereira Olegário, de 34 anos, cuja história você vai conhecer a seguir.

Durante este mês, a Buser conversou com muitas mulheres inspiradoras para entender melhor a perspectiva feminina sobre ir, vir e ser mulher.

Leia também: 
Donas dos seus caminhos! Conheça três mulheres viajantes inspiradoras – parte 1

Donas dos seus caminhos: o manual da mulher que vai viajar sozinha – parte 2

Um sonho de infância

Júnia era uma menina como qualquer outra, a diferença é que além de bonecas, ela amava caminhões e ônibus. O sonho de ser uma mulher motorista nasceu quando ela ainda era pequena e foi nutrido ao longo  da vida. “Quando o meu pai me perguntava se eu queria alguma coisa, algum presente, eu falava: me dá um ônibus, me dá um caminhão. Na idade adulta pude tirar a minha carteira e realizar o meu sonho”.


Júnia, mulher motorista de ônibus em frente a um ônibus da Buser
Júnia trabalha para uma empresa de ônibus prestadora de serviço da Buser há quase um ano e meio (foto: arquivo pessoal)

Apesar de ter sonhos “não convencionais” para uma mulher, Júnia sempre teve apoio dentro de casa e isso foi fundamental para que ela conquistasse o que queria. Quando já estava mais velha, ela decidiu trocar a habilitação. “O meu pai falou: ‘pelo amor de Deus, não faz isso’. Mas eu falei que queria e ele me apoiou. Ele inclusive pagou para mim. Até hoje ele fica preocupado, mas tenho apoio total dele, da minha mãe, da minha irmã e dos meus filhos”, declara. 

Contudo, o apoio não veio no casamento. Júnia foi casada duas vezes e nas duas oportunidades ela não teve suporte para a profissão que escolheu no relacionamento. “Eles não me apoiavam. No meu primeiro casamento, quando comecei a mexer com ônibus eu trabalhava só dentro de BH para não viajar, mesmo assim ele não apoiava. Ele falava que era serviço de homem e que não era bom mulher ficar no meio de tanto homem. Mas o casamento já não estava dando muito certo e eu não queria deixar de viver a minha vida. Hoje, graças a Deus, eu faço o que eu gosto”, acrescenta.

O desafio do primeiro emprego

Passar na prova da habilitação não foi difícil, afinal a aprovação veio na primeira tentativa. Difícil mesmo, segundo ela, foi conseguir emprego na área.  Foram enviados inúmeros currículos em, aproximadamente, dois anos, mas por não ter experiência, nenhuma empresa mostrava receptividade, afinal, sempre era exigido, pelo menos, seis meses de experiência. Até que uma empresa de ônibus da sua cidade resolveu apostar no seu potencial.

Júnia conseguiu a oportunidade para fazer o teste, mas o dono da empresa deixou claro que ele não costumava contratar mulheres e que nos 14 anos de empresa nunca tinha aprovado sequer uma mulher motorista para trabalhar. Com a inexperiência, ela acreditava que o cenário era difícil, mas não desistiu do sonho e conquistou o emprego.

Após mais de dois anos nessa empresa, Júnia resolveu encarar o desafio de ser caminhoneira e participou de um processo seletivo com mais 68 homens. “Todos eles achavam que eu estava lá buscando emprego em outra área, como na parte de escritório. Ao saber que não, um deles me perguntou se eu sabia que além de ser motorista era preciso ´bater carga´. Lógico que eu sabia”, enfatiza.

Uma motorista respeitada 

Júnia trabalhou por dois anos como motorista de ônibus em sua cidade, quatro em caminhão e há quase um ano e meio está em uma empresa de ônibus de fretamento parceira da Buser que faz viagens mais extensas. Hoje ela se considera muito feliz, respeitada pelos colegas de profissão e cada vez mais aceita entre os passageiros [muitas vezes elogiada]. Entretanto, episódios de preconceito ainda são mais comuns do que a gente imagina.

Júnia, mulher motorista de ônibus, dentro de um ônibus, posicionada atrás do volante
Por ter uma profissão pouco comum entre as mulheres, a motorista precisa provar suas capacidades constantemente (foto:arquivo pessoal)

“Tem a história de um senhor que nem ia viajar comigo. Quem ia era a filha dele e ele perguntou: o motorista está onde? Eu disse: eu sou a motorista.  Aí ele chamou a filha dele e falou: você sabe que é uma mulher motorista? A filha dele achou ótimo e disse: nossa, você está de parabéns, que diferente! Então ele questionou a filha se mesmo assim ela ia querer viajar e ela respondeu que sim. Ele disse: ainda bem que é você, porque se fosse eu, eu não iria. Eu ainda perguntei a ele: mas só pelo fato de eu ser uma motorista mulher? E ele falou que sim e ainda perguntou: você não está querendo tomar o lugar de homens?”.

Júnia contou que a viagem prosseguiu e a filha deste senhor passou mal. Ela a ajudou e parou o ônibus em uma farmácia para que ela comprasse remédios. Quando chegaram ao destino final, Júnia pediu para ela avisar ao pai de que tinha desembarcado bem. A passageira disse que fazia questão. “Aí ele —  o pai —  pediu para falar comigo e me pediu desculpa. Eu disse: tudo bem, mas entenda que de hoje para frente na maioria das profissões também vai ter mulher”.

Apesar dos inúmeros episódios de machismo que Júnia já sofreu e ainda sofre, ela não se deixa abater. “Eu tento levar com leveza e não perder a cabeça”. 

A dificuldade de ser mãe, avó e motorista

Apesar de sua pouca idade, 34 anos, Júnia tem três filhos e uma neta. Seu filho mais novo ainda inspira mais cuidados, pois tem apenas seis anos. Nesta vida de motorista, muitas vezes ela precisou deixar as crianças doentes em casa ou lidar com a saudade e o sofrimento de estar longe. Tudo isso, segundo ela, só foi possível por contar com o apoio da sua mãe e, também, dos seus filhos.

“Eu me sento com eles, converso sobre o assunto, tento sempre entender o que eles estão sentindo. O meu pequenininho até fala: eu sinto a sua falta, mas eu sei que você precisa trabalhar, né mãe? Eu falo: preciso. Então ele diz: e a senhora gosta, né? Então tá bom”.

Apesar da compreensão dos filhos, Júnia enfrenta o julgamento alheio constantemente. Afinal, em nossa sociedade é comum que homens dediquem-se às suas carreiras, que fiquem pouco em casa e que terceirizem o cuidado dos filhos em suas mulheres ou parentes mais próximos. Contudo, ainda é difícil as pessoas fugirem do estereótipo da mãe que abre mão de tudo para cuidar. “Outro dia um parente falou que eu deixo meu filho muito sozinho, que ele está crescendo e eu não estou acompanhando. Eu falei que o tempo em que eu estou em casa eu tento estar 100% presente e que eu preciso trabalhar por eles”.

A necessidade de se provar todos os dias

Os desafios que Júnia enfrenta diariamente são parecidos com os de muitas outras mulheres que têm profissões pouco convencionais para o gênero. Se para as mulheres já é mais difícil demonstrar suas capacidades e competências, para as que têm profissões singulares é ainda pior. É preciso provar seu potencial o tempo todo.

Apesar de estudos indicarem que mulheres tendem a dirigir melhor, mulheres no volante de um carro já enfrentam as piadas, agora imagine uma mulher motorista de um ônibus?! Não deve ser fácil.

“Ainda existe preconceito, mas já é bem melhor em relação a quando eu comecei. As pessoas estão com a cabeça bem mais aberta e falam mais sobre. Às vezes  transporto mulheres que têm profissões que nem eu imaginaria. Já encontrei numa das viagens uma mulher que trabalhava como pedreira e a outra ao lado dela era mestre de obras. Hoje eu estou atrás do volante e nós estamos ocupando cada vez mais lugares e, ainda assim, há quem acha que a gente não dá conta”.

E é isso, as mulheres precisam ocupar cada vez mais espaços até chegar o dia em que uma mulher ao volante de um ônibus vai ser algo tão corriqueiro quanto uma mulher ao volante de um carro, ou uma mulher trabalhando, votando… Todas as mulheres são donas dos seus caminhos e livres para trilharem os espaços que bem entenderem, assim como Júnia, que não desistiu do seu sonho e nem deixou de confiar no seu potencial.

Presidente da Buser se pronuncia sobre COVID-19

Presidente da Buser se pronuncia sobre COVID-19

A pandemia da COVID-19 está impactando a vida de todos os brasileiros, especialmente daqueles que dependem das empresas de transporte e turismo, seus clientes e colaboradores. Este é um momento sem precedentes no nosso país e no mundo.

Sendo assim, a Buser tem tomado todas as providências possíveis para conter a propagação do Coronavírus e seguido as recomendações das autoridades. Todos os dias surgem novas determinações, e o poder público tem imposto, acertadamente, um número crescente de restrições às viagens.

Como ficam nossas operações?

A Buser concorda com a extrema necessidade dessas restrições. Por isso, temos reduzido o número de viagens diariamente e a previsão é que elas sejam totalmente suspensas até sábado, 21 de Março. Todas as reservas serão comunicadas aos clientes e reembolsadas integralmente. Isso é triste para nós, que vínhamos crescendo 30% ao mês, mas haverá tempo para a retomada no futuro. É hora de sermos responsáveis.

Responsabilidade para com a população, parceiros e motoristas

Tomamos essa séria decisão como medida para ajudar a sociedade a superar este momento de crise. Nossa responsabilidade não é somente com nossos clientes e empresas parceiras, com mais de mil motoristas viajando diariamente pelo Brasil, mas também com toda a população. Todas as nossas decisões para conter o avanço do Coronavírus seguem as melhores práticas e exemplos mundiais. Na Europa, quase toda a frota de ônibus rodoviários já está parada.

Acho importante destacar que, apesar de estarmos inseridos no setor de transportes, um dos mais afetados pela crise, não pediremos ao governo nenhum tipo de auxílio específico. Acreditamos que os recursos públicos devem ser destinados à área de saúde, e saberemos lidar com a situação junto aos nossos parceiros de maneira independente.

Estamos criando um plano de ação para ajudar nossos parceiros a se manterem até voltarmos com as operações. É importante dizer que mais do que empresas, são pessoas e famílias que estão sendo impactadas financeiramente como consequência da pandemia. 

Parceiros, nossa equipe entrará em contato nos próximos dias.

Nossa missão continua

A Buser está pronta para voltar com as operações a qualquer momento com ainda mais força para a democratização do transporte interurbano no Brasil. Mais do que nunca, viagens mais baratas serão importantes para a retomada da economia do nosso país. Essa é a nossa missão.

Agradecemos a compreensão dos nossos usuários e nos comprometemos a manter ativos os nossos canais de informação durante todo este período. 

Contem com a Buser.

Marcelo Abritta


COMUNICADO SOBRE CORONAVÍRUS (COVID-19)

COMUNICADO SOBRE CORONAVÍRUS (COVID-19)

Atualização 17/03 11h:

Para ajudar a conter a propagação do Coronavírus e respeitando decisões de autoridades, a Buser poderá suspender a qualquer momento, viagens já confirmadas. Caso sua reserva seja cancelada/suspensa você será reembolsado automaticamente.

Atualização 17/03, 12:00:

Devido ao Decreto nº 46.973 publicado hoje Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro pelo Governador Wilson Witzel, todos os ônibus vindos de estados com casos de Coronavírus (Covid-19) confirmados serão impedidos de entrar no estado por 15 dias.

COMUNICADO

Em virtude da situação global de propagação do Coronavírus (COVID-19) e por considerar que saúde e segurança são valores inegociáveis, a Buser informa que está monitorando de perto a situação com o máximo de cuidado.

Estamos seguindo as diretrizes da Organização Mundial de Saúde e preparados para implementar qualquer nova diretriz sugerida pelas instituições responsáveis no Brasil e no mundo. 

O bem-estar e a saúde de nossos usuários, funcionários das empresas parceiras e motoristas são a nossa prioridade. No momento, os grupos estão funcionando normalmente, no entanto, por motivo de segurança, podem acontecer cancelamentos e suspensão de grupos já confirmados. Eventuais cancelamentos não terão custos para os usuários.

Reafirmamos que estamos à disposição para sanar eventuais dúvidas nos canais de suporte da Buser.

O que estamos fazendo?

  • Monitoramos todas as viagens realizadas em todo território brasileiro e estamos atentos às orientações das autoridades;
  • Além da limpeza dos ônibus realizada ao fim de cada viagem, estamos acompanhando as regulamentações e diretrizes do transporte rodoviário;
  • Reforçamos junto às empresas parceiras os procedimento de como agir para manter a segurança na viagem.

Recomendações gerais:

  • Lave frequentemente as mãos e as unhas com água e sabão por pelo menos 20 segundos, ou álcool gel, caso a primeira alternativa não seja possível;
  • Se estiver espirrando ou tossindo, use máscara;
  • Evite comer alimentos crus;
  • Evite o contato com pessoas com suspeita de contaminação pelo COVID-19;
  • Se você tiver sintomas e um histórico de ter estado perto de um caso confirmado ou em um país com casos confirmados nos últimos 14 dias, procure um centro de saúde o mais rápido possível. Pedimos, nesses casos, que você cancele suas reservas para a segurança dos demais passageiros.

Cancelamentos e remarcações

Nossa política de cancelamento, reembolso e remarcação sem taxas continua válida para todos os usuários.

Recomendamos que idosos, pessoas com doença crônica ou sintomas característicos da doença cancelem ou adiem sua viagem.

ATENÇÃO: qualquer SUSPENSÃO de viagem já confirmada será comunicada ao usuário com antecedência de, pelo menos, três dias.

Caso reste alguma dúvida, confira a aba “Me Ajuda” do nosso site. https://www.buser.com.br/ajuda/coronavirus-covid-19

*Se você desejar cancelar uma viagem é so ir no menu “Viagens”, em seguida clicar na viagem que deseja cancelar e apertar o botão “Cancelar reserva”. Para remarcar/mudar de grupo basta cancelar a reserva atual (sem multa). O saldo ficará disponível na “Carteira” e poderá ser utilizado na realização de nova reserva.

Se ainda restar dúvidas sobre a nossa política de reembolso, clique AQUI.

A Buser reforça o compromisso que tem com a população brasileira e recomenda que, antes de viajar, é necessário atentar-se para os cuidados recomendados pela Organização Mundial de Saúde  organizados nesta cartilha do Hospital Albert Einstein.

Equipe Buser

Donas dos seus caminhos: o manual da mulher que vai viajar sozinha – parte 2

Donas dos seus caminhos: o manual da mulher que vai viajar sozinha – parte 2

Começar a viajar sozinha é uma grande decisão, mas neste texto vamos oferecer o passo a passo para que você, mulher, se sinta mais segura

Viajar sozinha pode ser desafiador para muitas mulheres, mas não deixa de ser extremamente prazeroso e gratificante. Pelo menos é o que acredita Bia Ribeiro e Melani Guedes. As duas tiveram suas vidas e a percepções sobre si mesmas transformadas pelas viagens.

Conheça a primeira parte dessas histórias. Leia: Donas dos seus caminhos! Conheça três mulheres viajantes inspiradoras – parte 1

Mas essa trajetória de transformação vai além delas mesmas e, hoje, muitas mulheres ajudam as outras a se empoderarem para viajarem em sua própria companhia e essa corrente de sororidade só aumenta.

Quer viajar sozinha? Então comece!

A dentista e criadora de conteúdo Melani Guedes descobriu um grande gosto por viver e viajar sozinha. Ela criou um grupo no Facebook, hoje com 130 mil mulheres, em que elas dividem suas experiências e dicas de viagens para que cada vez mais mulheres viagem sozinhas.

Melani Guedes em sua viagem para a África com um felino de grande porte branco
Melani Guedes em uma de suas viagens. Na foto ela está na África do Sul (foto: arquivo pessoal)

“Eu montei um grupo despretensiosamente no Facebook, procurando conhecer pessoas que estavam passando pelo mesmo desafio que eu e trocar experiências. Deu super certo. Hoje em dia tem 130 mil pessoas no meu grupo e ele é o meu xodó. Gosto muito do trabalho que eu faço ali”. 

Também é possível acompanhar suas dicas pelo instagram @viagensdemulher.

Mas, viajar sozinha pode ser um processo extenso. Primeiro, é necessário respeitar o próprio tempo. O que as mulheres menos precisam é de mais pressão, então, o ideal é não se obrigar a viajar sozinha e fazer isso de forma gradual, se quiser, é claro. “Tente viajar com mais uma amiga ou para um lugar onde você encontre pessoas que conhece. Com o tempo, você vai aprendendo a se desprender da necessidade dos grupos, a lidar com a própria insegurança, medos, com a solidão e aprendendo a transformar isso em uma experiência boa, aos poucos. Não é para ser um processo traumático”, explica a doutoranda em ciências sociais e viajante solo convicta, Bia Ribeiro.

Dicas de segurança não podem faltar

Ainda estamos longe da construção de um país seguro para as mulheres. Infelizmente essa não é uma realidade só do Brasil. No mundo, mulheres tendem a não se sentirem tão seguras viajando sozinhas quanto os homens.

Conversamos com Melani e Bia Ribeiro para entender qual é o passo a passo para que uma mulher se sinta mais segura viajando sozinha. Vamos a ele?

1- Compartilhe sua localização 

Pelo menos uma vez por dia é interessante compartilhar a sua localização com uma pessoa de confiança. Assim, caso aconteça alguma coisa ruim, será mais fácil te localizar.

2- Se sentir insegurança, finja uma ligação

Essa dica pode parecer estranha e chata, mas de acordo com Melani, ela é comprovadamente eficaz. Quando se sente insegura em suas viagens, ela finge que está conversando com outra pessoa. “Já cheguei a fingir ligações para despistar homens que estavam me assediando. Sempre finjo que existe um relacionamento, que existe um marido e tenho até uma aliança fake que eu uso nas minhas viagens, dependendo do país em que eu for. Tudo para me sentir mais segura”.

3- Não pareça perdida, mesmo se estiver

Caso você fique perdida em algum momento da viagem, o ideal é entrar em um local seguro, como comércio, e olhar um mapa ou o celular. “Não fique que nem uma barata tonta andando na rua sozinha. As pessoas vão perceber que você está perdida”, explica Melani.

4-  Não entre em detalhes sobre a sua vida pessoal

Não é bom contar muito sobre você mesma, porque pessoas mal intencionadas podem entender que você está viajando sozinha. “Evite falar que está viajando sozinha, principalmente para homens. A gente precisa omitir isso de tempos em tempos. Ou mesmo omitir que somos turistas, se for possível”, acrescenta Bia.

Bia Ribeiro no monumento "La Mano" em Punta del Este
Bia Ribeiro no monumento “La Mano” em Punta del Este (foto: arquivo pessoal)

5-  Se hospede em local seguro e use transporte seguro

Antes de escolher sua hospedagem é fundamental entender bem a localização. Entenda se existem regiões perigosas nas redondezas. Dê preferência a lugares em que você encontre outras mulheres. Evite hospedagens remotas. Já na hora de voltar para casa, se sentir que não está segura, não tenha medo de gastar um pouco mais e chamar um táxi ou um carro de aplicativo. 

“São coisas que os homens não precisam se preocupar, mas que, infelizmente, nós temos. O mais importante é a gente não ter medo de viajar. Porque senão a gente se submete a esse sistema cada vez mais machista e opressor”, acrescenta Bia Ribeiro.

Se quiser dicas mais detalhadas, acesse o post do blog da Melani Guedes criado com esse objetivo. Acesse AQUI

Viajar [sozinha] é preciso!

Como disse Bia, o importante é que as mulheres não deixem o medo ser um impeditivo para viajarem em sua própria companhia. Afinal, mulheres viajam sozinhas há muito tempo e não são coitadinhas por isso. Normalmente é escolha pessoal.

Você já parou para pensar que homens que viajam sozinhos são vistos como aventureiros, desbravadores e são parabenizados por isso? Mulheres viajantes frequentemente são questionadas, alertadas…percebe a diferença?

No fim das contas, mulheres que viajam sozinhas têm muita história para contar. Seja dos momentos incríveis ou dos perrengues. Não estamos negando que o mundo ainda é diferente para homens e mulheres, mas enquanto não encararmos com mais naturalidade as mulheres em papeis não convencionais, ele vai continuar desse jeito. Então, bora escolher o próximo roteiro?

Acompanhe o Blog da Buser e conheça mais histórias como essas

Donas dos seus caminhos! Conheça três mulheres viajantes inspiradoras – parte 1

Donas dos seus caminhos! Conheça três mulheres viajantes inspiradoras – parte 1

Viajar sendo mulher pode ser um desafio, mas ele é encarado com vigor por essas três mulheres viajantes que são donas de seus caminhos e suas vidas

Viajar é uma delícia, não é mesmo?! Sentir o vento no rosto, assistir ao nascer ou pôr do sol em paisagens de tirar o fôlego… mas já imaginou o que é fazer tudo isso sem companhia sendo uma mulher?

A liberdade de ir e vir é um direito constitucional, mas a violência e o machismo fazem com que muitas mulheres não se sintam tão livres assim. De acordo com um estudo realizado pelo Booking (marketplace de hospedagens de hoteis), 43% das mulheres brasileiras nunca fez uma viagem em sua própria companhia. Já entre os homens, a taxa fica em 33%. Além disso, 65% das mulheres disseram se sentir mais confortáveis ao fazer passeios com outras mulheres.

É fácil visualizar essa estatística. Você já parou para pensar em quantas mulheres ao seu redor —  que têm condições financeiras para fazer passeios — já fizeram um roteiro turístico sozinhas? Muitas vezes esses roteiros não são feitos por falta de vontade, mas em outros casos, é por insegurança mesmo.

Felizmente, muitas mulheres encaram os desafios de serem mulheres viajantes, o fazem sozinhas e muitas, ainda, encorajam as outras.

O blog da Buser conversou com três mulheres para entender, afinal, o que é ser uma mulher que viaja no Brasil?

Quer saber mas sobre o assunto? Então continue a leitura.

Leia também: Jéssica e suas viagens de ônibus atrás de um crush argentino

Uma história de autoconhecimento e viagens

Bia Ribeiro é doutoranda em ciências sociais e mora em Mariana -MG. Ela é uma mulher que exercita, cotidianamente, o empoderamento e autoconhecimento. Nesse processo, as viagens solo foram fundamentais para que ela entendesse mais sobre si mesma e sobre o seu lugar no mundo.

Bia tibeiro submersa no mar em Boipeba em uma de suas viagenes
Viajar sozinha, para Bia, foi uma forma de redescoberta. A foto foi tirada em Boipeba (Foto: arquivo pessoal)

“Viajar para mim significa liberdade. Conforme fui viajando, fui descobrindo um gosto pela solidão que a viagem remete, mas de uma forma leve. É uma maneira de autodescobrimento, então, toda vez que eu viajo, quando retorno, me sinto mais forte e conectada a mim mesma. Me sinto apta a fazer o que eu quiser, sem depender de um homem ou de um grupo de pessoas”, conta.

A primeira viagem sozinha de Bia foi para o Rio de Janeiro, por um curto período. Depois, ela foi para Salvador e ficou na casa de amigos. Em seguida, foi o Uruguai, onde ela se dividiu entre um congresso e, depois, mais 15 dias de viagem sozinha pelo país. Por último, Bahia de novo, mas, dessa vez, para a ilha de Boipeba em Cairu. “Foi depois de uma fase de muita ansiedade e questões pessoais. Eu percebi que precisava ficar sozinha de novo. Escolhi o roteiro sozinha e organizei a viagem toda sozinha. Das viagens que fiz, essa foi a mais intensa. Fui absolutamente sozinha e voltei sozinha. Foi uma experiência maravilhosa e voltei convicta da importância de fazer viagens solo de tempos em tempos. A gente se conhece muito mais quando a gente se permite”, acrescenta.

E a [in]segurança?

Apesar de se sentir livre e empoderada, Beatriz não acredita que uma mulher viajando sozinha seja seguro. Na verdade, para ela, a insegurança está no dia a dia e na viagem não é diferente, infelizmente. 

“A gente não precisa viajar para viver os desafios femininos em relação ao entretenimento. Se a gente vai num bar, logo o garçom vai perguntar se são dois copos, se você está esperando alguém, ou um cara vai achar que você está alí porque está buscando uma relação. Quando a gente está viajando é a mesma coisa. A insegurança permeia a viagem inteira. Não consigo me sentir segura de fato. A gente aprende a lidar com isso e transpor esse medo, para que ele não te impeça de viver, fazer as coisas que você quer fazer, conhecer outras pessoas”, conclui.

A redescoberta de si mesmo, sozinha

Melani Guedes é dentista e criadora de conteúdo. Até os 30 anos ela nunca havia pensado nem em ficar sozinha, muito menos viajar sem companhia. Porém, suas amigas foram se casando, formando suas próprias famílias e ela foi se vendo cada vez mais só. “Confesso que me tornar essa mulher independente, morar sozinha ou viajar sozinha não foram, a princípio, minhas escolhas de vida, mas a vida acontecendo e me obrigando a me adaptar a ela”, declara.

melani guedes em sua viagem solo para o Havaí. Foto em frente a praia.
Melani Guedes em sua primeira grande viagem sozinha para o Havaí (Foto: arquivo pessoal)

Segundo a dentista, conscientemente ela foi exercitando sair da zona de conforto. Começou a fazer bate e volta de São José dos Campos (onde mora e trabalha) para Ubatuba com frequência. Depois, passou a se hospedar por poucos dias. O passo seguinte foi ir ao Rio de Janeiro ficar alguns dias. Até que veio a coragem de fazer o primeiro roteiro internacional. Tudo isso, segundo ela, foi para se autoconhecer e entender o motivo de se sentir tão sozinha.“Eu decidi fazer uma viagem para um lugar realmente longe, onde eu não conhecesse ninguém, sozinha, mas em que eu dominasse a língua. Decidi ir para o Havaí. Nos primeiros dias não queria nem sair do quarto, chorei, não foi um processo fácil”, conta.

Mas Melani superou o medo e, hoje, viver e viajar sozinha é um prazer. “ Eu faço tudo sozinha e moro sozinha porque gosto. Já é o contrário, sabe? Hoje eu não me vejo tão acompanhada por tanto tempo. Eu preciso de mim comigo mesma, muito mais do que de mim com outras pessoas”, acrescenta.

Depois do Havaí foram muitos outros roteiros e, hoje, ela ajuda outras mulheres que querem viajar sozinhas por meio de seu grupo no Facebook com mais de 130 mil mulheres e seu Instagram

Ah, pronto. Agora tenho que viajar sozinha para ser livre? 

Claro que não! Primeiro que ninguém tem que ser nada, né? A graça da vida é a gente poder ser o que quiser ser e ter a liberdade de escolha de fazer ou não. Para a advogada Eller Araújo, não há diversão em viajar para um lugar legal sem amigos para compartilhar. 

Eller araujo com suas amigas na praia em Florianópolis
Para Eller Araujo a graça de viajar é poder compartilhar os bons momentos com as aligas (Foto: arquivo pessoal)

“Eu sou um pouco tímida e gosto muito de estar em grupo. É importante para mim dividir os momentos, rir e sofrer junto (risos). Eu gosto bastante da minha companhia e curto ficar sozinha, mas não vejo uma viagem como uma situação para isso. É como diz aquela frase: ‘Eu, sozinha, ando bem, mas com você ando melhor’. Além disso, sou um pouco atrapalhada para me planejar e a grana é curta, ou seja, tudo tem que ser bem pensado antes da viagem – geralmente minhas amigas fazem isso e elas pensam em detalhes que nem passam pela minha cabeça”, conta. 

Apesar da satisfação em viajar somente com as amigas, Eller, às vezes, pensa em viajar sozinha e confessa que a violência a faz repensar.

“Eu não consigo deixar de lado o fato de eu ser uma mulher – o que é bem perigoso no Brasil e na América Latina (que são meus destinos preferidos e possíveis). Minhas amigas já me livraram de várias furadas, inclusive em situações de assédio. Nossa sociedade é patriarcal e machista. As mulheres são subjugadas, violadas e violentadas. Precisamos de políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero construídas por nós, fortalecendo a rede protetiva de mulheres”, conclui.

Sozinha ou acompanhada, o importante é viajar!

O resumo da história é que não há regras. Viajar sozinha ou acompanhada é maravilhoso de qualquer jeito. O importante, mesmo, é que todas as mulheres possam se sentir seguras e não tenham medo de ir e vir dentro ou fora do Brasil. Nós, enquanto sociedade, precisamos lutar por mais igualdade e segurança para essas questões que parecem simples, como viajar, não sejam tão diferentes para pessoas de gêneros diferentes. 

Neste 8 de março e em qualquer outro dia, o importante é que você, mulher, seja dona do seu caminho!
Fique ligado no blog que lançaremos mais capítulos dessas histórias. Até breve!

Buser ganha ação movida por Sindicato de Empresas de Transporte de Passageiros, em São Paulo

Buser ganha ação movida por Sindicato de Empresas de Transporte de Passageiros, em São Paulo

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), em decisão do Juiz Tom Alexandre Brandão, deu ganho de causa para a Buser Brasil em ação civil pública movida pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de São Paulo (SETPESP). A decisão foi publicada no último dia 17 de fevereiro.

O SETPESP, autor da ação, alegava que a atividade de transporte coletivo de passageiros só pode ser exercida diretamente pelo Estado ou por empresas que tenham delegação para tal.

Entretanto, aquela alegação ignorava dois fatos: que a Buser é simplesmente uma intermediadora entre empresas transportadoras e passageiros, não realizando atividade de transporte, e que há modalidades de transporte coletivo privado plenamente legalizadas, como é o caso do transporte por fretamento, na qual se incluem todas as empresas parceiras que disponibilizam seus serviços por meio da plataforma da Buser.

Foi assim que entendeu o Tribunal. De acordo com o a decisão do Juiz Tom Alexandre Brandão:

“A ré promove, em realidade, uma aproximação de forma extremamente qualificada entre os passageiros e as empresas que são autorizadas a prestar serviços de fretamento particular; mas isso não se confunde, friso, com linhas regulares de transporte intermunicipal tradicionalmente realizadas em rodoviárias. A ré catapultou as possibilidades de interação entre passageiros e as empresas que prestam serviços de fretamento, alterando de forma significativa esse mercado de transporte coletivo. (…) 

A situação tratada nos autos vem sendo observada em diversas outras áreas da economia. O monumental incremento da tecnologia permite novas formas de aproximação entre o fornecedores e os consumidores, em escalas que, antes, eram inimagináveis. (…)

Esse ponto me parece fundamental: admitir que as novas formas de exploração econômica não devem ser prontamente rechaçadas ou endossadas de maneira simplista, sem que se perceba a extensão das consequências que surgem com a evolução da tecnologia”.

A Buser não vai parar e seguiremos lutando pela mobilidade e democratização do transporte intermunicipal.

Acompanhe nosso blog e saiba de todas as novidades envolvendo a Buser!

Rio de Janeiro: 455 anos de muita cultura e brasilidade

Rio de Janeiro: 455 anos de muita cultura e brasilidade

Ontem, 01 de março, o Rio de Janeiro completou 455 anos, mas, de que forma sua história impacta o Brasil e o que as terras cariocas têm de tão diferente? Entenda!

O dia 01 de março tem significado especial, afinal, é o dia em que uma das mais importantes cidades do Brasil, o Rio de Janeiro, faz aniversário. A cidade maravilhosa acaba de completar 455 anos muito bem vividos. Afinal, muitas águas já rolaram pela Baía de Guanabara e muita história importante foi vivida em solo carioca. 

História

Tudo começou em 1502, quando o explorador português Gaspar Lemos avistou a Baía de Guanabara e batizou a cidade como Rio de Janeiro. Contudo, sua fundação aconteceu apenas em  1 de março de 1565, quando os portugueses, liderados por Estácio de Sá, fundaram e ocuparam a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em resposta a ocupação francesa que havia sido iniciada. 

Comandados por Estácio de Sá, os portugueses travaram um conflito com os franceses, o que culminou na expulsão dos mesmos em 1567. Com o tempo, o Rio foi se tornando a principal cidade do país. Foi sede do Império, capital brasileira e viveu uma era de ouro. 

Bom, mas essa história é conhecida, não é? E para um carioca, o que é o Rio de Janeiro e o que a cidade tem de diferente?

Continue a leitura e entenda.

Leia também: Com Bartucada, Carna Buser leva mais de 200 mil às ruas de BH

Terra do samba e da cultura popular

Nascido marginal, nos morros e periferias da cidade, o samba já foi mal visto pelos brasileiros, mas foi ganhando força e se tornando, talvez, um dos ritmos mais democráticos que temos. O samba, que antes tinha cor e Cep, hoje é nacional e motivo de orgulho de norte a sul. E não é só de samba que se faz a cultura carioca, diversos ritmos genuinamente brasileiros nasceram na cidade, como a Bossa Nova, o Funk, o Chorinho, entre outros.

Para quem curte um samba, chorinho e gafieira, vale muito a pena visitar uma das casas da Lapa, bairro que é um ícone da boemia carioca.

Ma o samba não vive só na zona sul, o samba é do Rio. “O espaço que o samba tem na cidade é tão incrível que você encontra, em plena segunda feira, o Samba do Trabalhador, que acontece no Andaraí e é lotado. Ele junta todos os ‘clãs’ num mesmo espaço de harmonia gerado pela música”, pontua  Isabelle Castillo, relações públicas e carioca da gema.

imagem do samba do trabalhador no bairro de Andaraí, Rio de Janeiro
O Samba do Trabalhador reúne todo tipo de pessoa em um ambiente de muita energia e música boa no bairro do Andaraí (Imagem: divulgação)

Visitar o Rio é, certamente, conhecer uma cidade que respira cultura, que exalta o seu povo, mas é, também, visualizar de forma muito intensa a diferença. Porém, na praia todo mundo se encontra. Pelo menos é o que acredita Isabelle. “A praia carioca é o lugar mais democrático que existe. Tem rico, pobre, brancos e negros, turista, religioso, bicheiro, ou seja, tem de tudo e estão todos com pouca roupa, suados e dividindo a areia e o mar. Sem guerra, sem briga e sem dor”, declara.

Vai visitar o Rio? o que você não pode perder!

Dizem que para conhecer um lugar de verdade a gente precisa seguir as dicas dos locais. Afinal, talvez o Rio de Janeiro seja o destino turístico mais famoso do país. São praias para perder de vista; o Cristo Redentor; o Pão de Açúcar; a praia de Copacabana, enfim, são muitos pontos icônicos, mas que todo turista visita.

Sendo assim, para Isabelle Castilho, conhecer o Rio de Janeiro de verdade envolve “comer bacalhau na Cadeg,  curtir uma roda de samba na Pedra do Sal, passar uma manhã passeando pelos ateliês de arte em Santa Tereza e aproveitar o fim da tarde pegando uma praia no Arpoador com o pôr do sol mais lindo do mundo. Isso é o mínimo que eu espero de um bom turista que quer fugir do basicão Cristo e Pão de Açúcar”, acrescenta.

Mulher, Isabelle Castillo, visivelmente grávida na praia do Arpoador
Isabelle em um dos seus lugares preferidos do Rio, a praia do Arpoador, quando estava grávida do seu filho Júlio, hoje com 4 anos (Imagem: arquivo pessoal)

O jeito carioca de ser

Mas o que é ser carioca? É ter a famosa “malandragem”? Para Isabelle é muito mais do que isso, é ser apaixonado. “Ser carioca é defender a cidade até o último segundo mesmo sendo contra tudo o que acontece por lá. Só o carioca pode falar mal do Rio, ai de quem ousar reclamar!”.

Vista do Museu do Amanhã no pôr do Sol
Vista do pôr do sol no Museu do Amanhã, localizado na região central do Rio de Janeiro. Para Isabelle, o centro do Rio é das regiões mais icônicas da cidade, com caos, cultura urbana, museus e, ainda, mar (Imagem: Isabelle Castillo)

E aí, que tal conhecer tudo de bom que o Rio tem a nos oferecer? Confira os grupos da Buser formados para a cidade maravilhosa e aproveite. Acesse AQUI