Autor: Buser Brasil

Mulher motorista, sim senhor!

Mulher motorista, sim senhor!

Conheça a história de Júnia, uma mulher motorista de ônibus de 34 anos, com muita garra e que não deixa o machismo a fazer desistir

Há algum tempo nem sequer pensávamos na possibilidade de mulheres ocuparem alguns espaços na sociedade. Da conquista do direito de voto, do trabalho fora do lar aos dias de hoje com a luta pela igualdade, muitas águas já correram por debaixo da ponte. Não há dúvidas de que representatividade importa e hoje é possível ver mulheres em papéis até então não convencionais para elas [ainda bem]. Se algumas delas “ousam” viajando sozinhas, outras “afrontam” as conduzindo até os seus destinos. Este é o caso da motorista de ônibus Júnia Graciela Pereira Olegário, de 34 anos, cuja história você vai conhecer a seguir.

Durante este mês, a Buser conversou com muitas mulheres inspiradoras para entender melhor a perspectiva feminina sobre ir, vir e ser mulher.

Leia também: 
Donas dos seus caminhos! Conheça três mulheres viajantes inspiradoras – parte 1

Donas dos seus caminhos: o manual da mulher que vai viajar sozinha – parte 2

Um sonho de infância

Júnia era uma menina como qualquer outra, a diferença é que além de bonecas, ela amava caminhões e ônibus. O sonho de ser uma mulher motorista nasceu quando ela ainda era pequena e foi nutrido ao longo  da vida. “Quando o meu pai me perguntava se eu queria alguma coisa, algum presente, eu falava: me dá um ônibus, me dá um caminhão. Na idade adulta pude tirar a minha carteira e realizar o meu sonho”.


Júnia, mulher motorista de ônibus em frente a um ônibus da Buser
Júnia trabalha para uma empresa de ônibus prestadora de serviço da Buser há quase um ano e meio (foto: arquivo pessoal)

Apesar de ter sonhos “não convencionais” para uma mulher, Júnia sempre teve apoio dentro de casa e isso foi fundamental para que ela conquistasse o que queria. Quando já estava mais velha, ela decidiu trocar a habilitação. “O meu pai falou: ‘pelo amor de Deus, não faz isso’. Mas eu falei que queria e ele me apoiou. Ele inclusive pagou para mim. Até hoje ele fica preocupado, mas tenho apoio total dele, da minha mãe, da minha irmã e dos meus filhos”, declara. 

Contudo, o apoio não veio no casamento. Júnia foi casada duas vezes e nas duas oportunidades ela não teve suporte para a profissão que escolheu no relacionamento. “Eles não me apoiavam. No meu primeiro casamento, quando comecei a mexer com ônibus eu trabalhava só dentro de BH para não viajar, mesmo assim ele não apoiava. Ele falava que era serviço de homem e que não era bom mulher ficar no meio de tanto homem. Mas o casamento já não estava dando muito certo e eu não queria deixar de viver a minha vida. Hoje, graças a Deus, eu faço o que eu gosto”, acrescenta.

O desafio do primeiro emprego

Passar na prova da habilitação não foi difícil, afinal a aprovação veio na primeira tentativa. Difícil mesmo, segundo ela, foi conseguir emprego na área.  Foram enviados inúmeros currículos em, aproximadamente, dois anos, mas por não ter experiência, nenhuma empresa mostrava receptividade, afinal, sempre era exigido, pelo menos, seis meses de experiência. Até que uma empresa de ônibus da sua cidade resolveu apostar no seu potencial.

Júnia conseguiu a oportunidade para fazer o teste, mas o dono da empresa deixou claro que ele não costumava contratar mulheres e que nos 14 anos de empresa nunca tinha aprovado sequer uma mulher motorista para trabalhar. Com a inexperiência, ela acreditava que o cenário era difícil, mas não desistiu do sonho e conquistou o emprego.

Após mais de dois anos nessa empresa, Júnia resolveu encarar o desafio de ser caminhoneira e participou de um processo seletivo com mais 68 homens. “Todos eles achavam que eu estava lá buscando emprego em outra área, como na parte de escritório. Ao saber que não, um deles me perguntou se eu sabia que além de ser motorista era preciso ´bater carga´. Lógico que eu sabia”, enfatiza.

Uma motorista respeitada 

Júnia trabalhou por dois anos como motorista de ônibus em sua cidade, quatro em caminhão e há quase um ano e meio está em uma empresa de ônibus de fretamento parceira da Buser que faz viagens mais extensas. Hoje ela se considera muito feliz, respeitada pelos colegas de profissão e cada vez mais aceita entre os passageiros [muitas vezes elogiada]. Entretanto, episódios de preconceito ainda são mais comuns do que a gente imagina.

Júnia, mulher motorista de ônibus, dentro de um ônibus, posicionada atrás do volante
Por ter uma profissão pouco comum entre as mulheres, a motorista precisa provar suas capacidades constantemente (foto:arquivo pessoal)

“Tem a história de um senhor que nem ia viajar comigo. Quem ia era a filha dele e ele perguntou: o motorista está onde? Eu disse: eu sou a motorista.  Aí ele chamou a filha dele e falou: você sabe que é uma mulher motorista? A filha dele achou ótimo e disse: nossa, você está de parabéns, que diferente! Então ele questionou a filha se mesmo assim ela ia querer viajar e ela respondeu que sim. Ele disse: ainda bem que é você, porque se fosse eu, eu não iria. Eu ainda perguntei a ele: mas só pelo fato de eu ser uma motorista mulher? E ele falou que sim e ainda perguntou: você não está querendo tomar o lugar de homens?”.

Júnia contou que a viagem prosseguiu e a filha deste senhor passou mal. Ela a ajudou e parou o ônibus em uma farmácia para que ela comprasse remédios. Quando chegaram ao destino final, Júnia pediu para ela avisar ao pai de que tinha desembarcado bem. A passageira disse que fazia questão. “Aí ele —  o pai —  pediu para falar comigo e me pediu desculpa. Eu disse: tudo bem, mas entenda que de hoje para frente na maioria das profissões também vai ter mulher”.

Apesar dos inúmeros episódios de machismo que Júnia já sofreu e ainda sofre, ela não se deixa abater. “Eu tento levar com leveza e não perder a cabeça”. 

A dificuldade de ser mãe, avó e motorista

Apesar de sua pouca idade, 34 anos, Júnia tem três filhos e uma neta. Seu filho mais novo ainda inspira mais cuidados, pois tem apenas seis anos. Nesta vida de motorista, muitas vezes ela precisou deixar as crianças doentes em casa ou lidar com a saudade e o sofrimento de estar longe. Tudo isso, segundo ela, só foi possível por contar com o apoio da sua mãe e, também, dos seus filhos.

“Eu me sento com eles, converso sobre o assunto, tento sempre entender o que eles estão sentindo. O meu pequenininho até fala: eu sinto a sua falta, mas eu sei que você precisa trabalhar, né mãe? Eu falo: preciso. Então ele diz: e a senhora gosta, né? Então tá bom”.

Apesar da compreensão dos filhos, Júnia enfrenta o julgamento alheio constantemente. Afinal, em nossa sociedade é comum que homens dediquem-se às suas carreiras, que fiquem pouco em casa e que terceirizem o cuidado dos filhos em suas mulheres ou parentes mais próximos. Contudo, ainda é difícil as pessoas fugirem do estereótipo da mãe que abre mão de tudo para cuidar. “Outro dia um parente falou que eu deixo meu filho muito sozinho, que ele está crescendo e eu não estou acompanhando. Eu falei que o tempo em que eu estou em casa eu tento estar 100% presente e que eu preciso trabalhar por eles”.

A necessidade de se provar todos os dias

Os desafios que Júnia enfrenta diariamente são parecidos com os de muitas outras mulheres que têm profissões pouco convencionais para o gênero. Se para as mulheres já é mais difícil demonstrar suas capacidades e competências, para as que têm profissões singulares é ainda pior. É preciso provar seu potencial o tempo todo.

Apesar de estudos indicarem que mulheres tendem a dirigir melhor, mulheres no volante de um carro já enfrentam as piadas, agora imagine uma mulher motorista de um ônibus?! Não deve ser fácil.

“Ainda existe preconceito, mas já é bem melhor em relação a quando eu comecei. As pessoas estão com a cabeça bem mais aberta e falam mais sobre. Às vezes  transporto mulheres que têm profissões que nem eu imaginaria. Já encontrei numa das viagens uma mulher que trabalhava como pedreira e a outra ao lado dela era mestre de obras. Hoje eu estou atrás do volante e nós estamos ocupando cada vez mais lugares e, ainda assim, há quem acha que a gente não dá conta”.

E é isso, as mulheres precisam ocupar cada vez mais espaços até chegar o dia em que uma mulher ao volante de um ônibus vai ser algo tão corriqueiro quanto uma mulher ao volante de um carro, ou uma mulher trabalhando, votando… Todas as mulheres são donas dos seus caminhos e livres para trilharem os espaços que bem entenderem, assim como Júnia, que não desistiu do seu sonho e nem deixou de confiar no seu potencial.

Presidente da Buser se pronuncia sobre COVID-19

Presidente da Buser se pronuncia sobre COVID-19

A pandemia da COVID-19 está impactando a vida de todos os brasileiros, especialmente daqueles que dependem das empresas de transporte e turismo, seus clientes e colaboradores. Este é um momento sem precedentes no nosso país e no mundo.

Sendo assim, a Buser tem tomado todas as providências possíveis para conter a propagação do Coronavírus e seguido as recomendações das autoridades. Todos os dias surgem novas determinações, e o poder público tem imposto, acertadamente, um número crescente de restrições às viagens.

Como ficam nossas operações?

A Buser concorda com a extrema necessidade dessas restrições. Por isso, temos reduzido o número de viagens diariamente e a previsão é que elas sejam totalmente suspensas até sábado, 21 de Março. Todas as reservas serão comunicadas aos clientes e reembolsadas integralmente. Isso é triste para nós, que vínhamos crescendo 30% ao mês, mas haverá tempo para a retomada no futuro. É hora de sermos responsáveis.

Responsabilidade para com a população, parceiros e motoristas

Tomamos essa séria decisão como medida para ajudar a sociedade a superar este momento de crise. Nossa responsabilidade não é somente com nossos clientes e empresas parceiras, com mais de mil motoristas viajando diariamente pelo Brasil, mas também com toda a população. Todas as nossas decisões para conter o avanço do Coronavírus seguem as melhores práticas e exemplos mundiais. Na Europa, quase toda a frota de ônibus rodoviários já está parada.

Acho importante destacar que, apesar de estarmos inseridos no setor de transportes, um dos mais afetados pela crise, não pediremos ao governo nenhum tipo de auxílio específico. Acreditamos que os recursos públicos devem ser destinados à área de saúde, e saberemos lidar com a situação junto aos nossos parceiros de maneira independente.

Estamos criando um plano de ação para ajudar nossos parceiros a se manterem até voltarmos com as operações. É importante dizer que mais do que empresas, são pessoas e famílias que estão sendo impactadas financeiramente como consequência da pandemia. 

Parceiros, nossa equipe entrará em contato nos próximos dias.

Nossa missão continua

A Buser está pronta para voltar com as operações a qualquer momento com ainda mais força para a democratização do transporte interurbano no Brasil. Mais do que nunca, viagens mais baratas serão importantes para a retomada da economia do nosso país. Essa é a nossa missão.

Agradecemos a compreensão dos nossos usuários e nos comprometemos a manter ativos os nossos canais de informação durante todo este período. 

Contem com a Buser.

Marcelo Abritta


COMUNICADO SOBRE CORONAVÍRUS (COVID-19)

COMUNICADO SOBRE CORONAVÍRUS (COVID-19)

Atualização 17/03 11h:

Para ajudar a conter a propagação do Coronavírus e respeitando decisões de autoridades, a Buser poderá suspender a qualquer momento, viagens já confirmadas. Caso sua reserva seja cancelada/suspensa você será reembolsado automaticamente.

Atualização 17/03, 12:00:

Devido ao Decreto nº 46.973 publicado hoje Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro pelo Governador Wilson Witzel, todos os ônibus vindos de estados com casos de Coronavírus (Covid-19) confirmados serão impedidos de entrar no estado por 15 dias.

COMUNICADO

Em virtude da situação global de propagação do Coronavírus (COVID-19) e por considerar que saúde e segurança são valores inegociáveis, a Buser informa que está monitorando de perto a situação com o máximo de cuidado.

Estamos seguindo as diretrizes da Organização Mundial de Saúde e preparados para implementar qualquer nova diretriz sugerida pelas instituições responsáveis no Brasil e no mundo. 

O bem-estar e a saúde de nossos usuários, funcionários das empresas parceiras e motoristas são a nossa prioridade. No momento, os grupos estão funcionando normalmente, no entanto, por motivo de segurança, podem acontecer cancelamentos e suspensão de grupos já confirmados. Eventuais cancelamentos não terão custos para os usuários.

Reafirmamos que estamos à disposição para sanar eventuais dúvidas nos canais de suporte da Buser.

O que estamos fazendo?

  • Monitoramos todas as viagens realizadas em todo território brasileiro e estamos atentos às orientações das autoridades;
  • Além da limpeza dos ônibus realizada ao fim de cada viagem, estamos acompanhando as regulamentações e diretrizes do transporte rodoviário;
  • Reforçamos junto às empresas parceiras os procedimento de como agir para manter a segurança na viagem.

Recomendações gerais:

  • Lave frequentemente as mãos e as unhas com água e sabão por pelo menos 20 segundos, ou álcool gel, caso a primeira alternativa não seja possível;
  • Se estiver espirrando ou tossindo, use máscara;
  • Evite comer alimentos crus;
  • Evite o contato com pessoas com suspeita de contaminação pelo COVID-19;
  • Se você tiver sintomas e um histórico de ter estado perto de um caso confirmado ou em um país com casos confirmados nos últimos 14 dias, procure um centro de saúde o mais rápido possível. Pedimos, nesses casos, que você cancele suas reservas para a segurança dos demais passageiros.

Cancelamentos e remarcações

Nossa política de cancelamento, reembolso e remarcação sem taxas continua válida para todos os usuários.

Recomendamos que idosos, pessoas com doença crônica ou sintomas característicos da doença cancelem ou adiem sua viagem.

ATENÇÃO: qualquer SUSPENSÃO de viagem já confirmada será comunicada ao usuário com antecedência de, pelo menos, três dias.

Caso reste alguma dúvida, confira a aba “Me Ajuda” do nosso site. https://www.buser.com.br/ajuda/coronavirus-covid-19

*Se você desejar cancelar uma viagem é so ir no menu “Viagens”, em seguida clicar na viagem que deseja cancelar e apertar o botão “Cancelar reserva”. Para remarcar/mudar de grupo basta cancelar a reserva atual (sem multa). O saldo ficará disponível na “Carteira” e poderá ser utilizado na realização de nova reserva.

Se ainda restar dúvidas sobre a nossa política de reembolso, clique AQUI.

A Buser reforça o compromisso que tem com a população brasileira e recomenda que, antes de viajar, é necessário atentar-se para os cuidados recomendados pela Organização Mundial de Saúde  organizados nesta cartilha do Hospital Albert Einstein.

Equipe Buser

Donas dos seus caminhos: o manual da mulher que vai viajar sozinha – parte 2

Donas dos seus caminhos: o manual da mulher que vai viajar sozinha – parte 2

Começar a viajar sozinha é uma grande decisão, mas neste texto vamos oferecer o passo a passo para que você, mulher, se sinta mais segura

Viajar sozinha pode ser desafiador para muitas mulheres, mas não deixa de ser extremamente prazeroso e gratificante. Pelo menos é o que acredita Bia Ribeiro e Melani Guedes. As duas tiveram suas vidas e a percepções sobre si mesmas transformadas pelas viagens.

Conheça a primeira parte dessas histórias. Leia: Donas dos seus caminhos! Conheça três mulheres viajantes inspiradoras – parte 1

Mas essa trajetória de transformação vai além delas mesmas e, hoje, muitas mulheres ajudam as outras a se empoderarem para viajarem em sua própria companhia e essa corrente de sororidade só aumenta.

Quer viajar sozinha? Então comece!

A dentista e criadora de conteúdo Melani Guedes descobriu um grande gosto por viver e viajar sozinha. Ela criou um grupo no Facebook, hoje com 130 mil mulheres, em que elas dividem suas experiências e dicas de viagens para que cada vez mais mulheres viagem sozinhas.

Melani Guedes em sua viagem para a África com um felino de grande porte branco
Melani Guedes em uma de suas viagens. Na foto ela está na África do Sul (foto: arquivo pessoal)

“Eu montei um grupo despretensiosamente no Facebook, procurando conhecer pessoas que estavam passando pelo mesmo desafio que eu e trocar experiências. Deu super certo. Hoje em dia tem 130 mil pessoas no meu grupo e ele é o meu xodó. Gosto muito do trabalho que eu faço ali”. 

Também é possível acompanhar suas dicas pelo instagram @viagensdemulher.

Mas, viajar sozinha pode ser um processo extenso. Primeiro, é necessário respeitar o próprio tempo. O que as mulheres menos precisam é de mais pressão, então, o ideal é não se obrigar a viajar sozinha e fazer isso de forma gradual, se quiser, é claro. “Tente viajar com mais uma amiga ou para um lugar onde você encontre pessoas que conhece. Com o tempo, você vai aprendendo a se desprender da necessidade dos grupos, a lidar com a própria insegurança, medos, com a solidão e aprendendo a transformar isso em uma experiência boa, aos poucos. Não é para ser um processo traumático”, explica a doutoranda em ciências sociais e viajante solo convicta, Bia Ribeiro.

Dicas de segurança não podem faltar

Ainda estamos longe da construção de um país seguro para as mulheres. Infelizmente essa não é uma realidade só do Brasil. No mundo, mulheres tendem a não se sentirem tão seguras viajando sozinhas quanto os homens.

Conversamos com Melani e Bia Ribeiro para entender qual é o passo a passo para que uma mulher se sinta mais segura viajando sozinha. Vamos a ele?

1- Compartilhe sua localização 

Pelo menos uma vez por dia é interessante compartilhar a sua localização com uma pessoa de confiança. Assim, caso aconteça alguma coisa ruim, será mais fácil te localizar.

2- Se sentir insegurança, finja uma ligação

Essa dica pode parecer estranha e chata, mas de acordo com Melani, ela é comprovadamente eficaz. Quando se sente insegura em suas viagens, ela finge que está conversando com outra pessoa. “Já cheguei a fingir ligações para despistar homens que estavam me assediando. Sempre finjo que existe um relacionamento, que existe um marido e tenho até uma aliança fake que eu uso nas minhas viagens, dependendo do país em que eu for. Tudo para me sentir mais segura”.

3- Não pareça perdida, mesmo se estiver

Caso você fique perdida em algum momento da viagem, o ideal é entrar em um local seguro, como comércio, e olhar um mapa ou o celular. “Não fique que nem uma barata tonta andando na rua sozinha. As pessoas vão perceber que você está perdida”, explica Melani.

4-  Não entre em detalhes sobre a sua vida pessoal

Não é bom contar muito sobre você mesma, porque pessoas mal intencionadas podem entender que você está viajando sozinha. “Evite falar que está viajando sozinha, principalmente para homens. A gente precisa omitir isso de tempos em tempos. Ou mesmo omitir que somos turistas, se for possível”, acrescenta Bia.

Bia Ribeiro no monumento "La Mano" em Punta del Este
Bia Ribeiro no monumento “La Mano” em Punta del Este (foto: arquivo pessoal)

5-  Se hospede em local seguro e use transporte seguro

Antes de escolher sua hospedagem é fundamental entender bem a localização. Entenda se existem regiões perigosas nas redondezas. Dê preferência a lugares em que você encontre outras mulheres. Evite hospedagens remotas. Já na hora de voltar para casa, se sentir que não está segura, não tenha medo de gastar um pouco mais e chamar um táxi ou um carro de aplicativo. 

“São coisas que os homens não precisam se preocupar, mas que, infelizmente, nós temos. O mais importante é a gente não ter medo de viajar. Porque senão a gente se submete a esse sistema cada vez mais machista e opressor”, acrescenta Bia Ribeiro.

Se quiser dicas mais detalhadas, acesse o post do blog da Melani Guedes criado com esse objetivo. Acesse AQUI

Viajar [sozinha] é preciso!

Como disse Bia, o importante é que as mulheres não deixem o medo ser um impeditivo para viajarem em sua própria companhia. Afinal, mulheres viajam sozinhas há muito tempo e não são coitadinhas por isso. Normalmente é escolha pessoal.

Você já parou para pensar que homens que viajam sozinhos são vistos como aventureiros, desbravadores e são parabenizados por isso? Mulheres viajantes frequentemente são questionadas, alertadas…percebe a diferença?

No fim das contas, mulheres que viajam sozinhas têm muita história para contar. Seja dos momentos incríveis ou dos perrengues. Não estamos negando que o mundo ainda é diferente para homens e mulheres, mas enquanto não encararmos com mais naturalidade as mulheres em papeis não convencionais, ele vai continuar desse jeito. Então, bora escolher o próximo roteiro?

Acompanhe o Blog da Buser e conheça mais histórias como essas

Donas dos seus caminhos! Conheça três mulheres viajantes inspiradoras – parte 1

Donas dos seus caminhos! Conheça três mulheres viajantes inspiradoras – parte 1

Viajar sendo mulher pode ser um desafio, mas ele é encarado com vigor por essas três mulheres viajantes que são donas de seus caminhos e suas vidas

Viajar é uma delícia, não é mesmo?! Sentir o vento no rosto, assistir ao nascer ou pôr do sol em paisagens de tirar o fôlego… mas já imaginou o que é fazer tudo isso sem companhia sendo uma mulher?

A liberdade de ir e vir é um direito constitucional, mas a violência e o machismo fazem com que muitas mulheres não se sintam tão livres assim. De acordo com um estudo realizado pelo Booking (marketplace de hospedagens de hoteis), 43% das mulheres brasileiras nunca fez uma viagem em sua própria companhia. Já entre os homens, a taxa fica em 33%. Além disso, 65% das mulheres disseram se sentir mais confortáveis ao fazer passeios com outras mulheres.

É fácil visualizar essa estatística. Você já parou para pensar em quantas mulheres ao seu redor —  que têm condições financeiras para fazer passeios — já fizeram um roteiro turístico sozinhas? Muitas vezes esses roteiros não são feitos por falta de vontade, mas em outros casos, é por insegurança mesmo.

Felizmente, muitas mulheres encaram os desafios de serem mulheres viajantes, o fazem sozinhas e muitas, ainda, encorajam as outras.

O blog da Buser conversou com três mulheres para entender, afinal, o que é ser uma mulher que viaja no Brasil?

Quer saber mas sobre o assunto? Então continue a leitura.

Leia também: Jéssica e suas viagens de ônibus atrás de um crush argentino

Uma história de autoconhecimento e viagens

Bia Ribeiro é doutoranda em ciências sociais e mora em Mariana -MG. Ela é uma mulher que exercita, cotidianamente, o empoderamento e autoconhecimento. Nesse processo, as viagens solo foram fundamentais para que ela entendesse mais sobre si mesma e sobre o seu lugar no mundo.

Bia tibeiro submersa no mar em Boipeba em uma de suas viagenes
Viajar sozinha, para Bia, foi uma forma de redescoberta. A foto foi tirada em Boipeba (Foto: arquivo pessoal)

“Viajar para mim significa liberdade. Conforme fui viajando, fui descobrindo um gosto pela solidão que a viagem remete, mas de uma forma leve. É uma maneira de autodescobrimento, então, toda vez que eu viajo, quando retorno, me sinto mais forte e conectada a mim mesma. Me sinto apta a fazer o que eu quiser, sem depender de um homem ou de um grupo de pessoas”, conta.

A primeira viagem sozinha de Bia foi para o Rio de Janeiro, por um curto período. Depois, ela foi para Salvador e ficou na casa de amigos. Em seguida, foi o Uruguai, onde ela se dividiu entre um congresso e, depois, mais 15 dias de viagem sozinha pelo país. Por último, Bahia de novo, mas, dessa vez, para a ilha de Boipeba em Cairu. “Foi depois de uma fase de muita ansiedade e questões pessoais. Eu percebi que precisava ficar sozinha de novo. Escolhi o roteiro sozinha e organizei a viagem toda sozinha. Das viagens que fiz, essa foi a mais intensa. Fui absolutamente sozinha e voltei sozinha. Foi uma experiência maravilhosa e voltei convicta da importância de fazer viagens solo de tempos em tempos. A gente se conhece muito mais quando a gente se permite”, acrescenta.

E a [in]segurança?

Apesar de se sentir livre e empoderada, Beatriz não acredita que uma mulher viajando sozinha seja seguro. Na verdade, para ela, a insegurança está no dia a dia e na viagem não é diferente, infelizmente. 

“A gente não precisa viajar para viver os desafios femininos em relação ao entretenimento. Se a gente vai num bar, logo o garçom vai perguntar se são dois copos, se você está esperando alguém, ou um cara vai achar que você está alí porque está buscando uma relação. Quando a gente está viajando é a mesma coisa. A insegurança permeia a viagem inteira. Não consigo me sentir segura de fato. A gente aprende a lidar com isso e transpor esse medo, para que ele não te impeça de viver, fazer as coisas que você quer fazer, conhecer outras pessoas”, conclui.

A redescoberta de si mesmo, sozinha

Melani Guedes é dentista e criadora de conteúdo. Até os 30 anos ela nunca havia pensado nem em ficar sozinha, muito menos viajar sem companhia. Porém, suas amigas foram se casando, formando suas próprias famílias e ela foi se vendo cada vez mais só. “Confesso que me tornar essa mulher independente, morar sozinha ou viajar sozinha não foram, a princípio, minhas escolhas de vida, mas a vida acontecendo e me obrigando a me adaptar a ela”, declara.

melani guedes em sua viagem solo para o Havaí. Foto em frente a praia.
Melani Guedes em sua primeira grande viagem sozinha para o Havaí (Foto: arquivo pessoal)

Segundo a dentista, conscientemente ela foi exercitando sair da zona de conforto. Começou a fazer bate e volta de São José dos Campos (onde mora e trabalha) para Ubatuba com frequência. Depois, passou a se hospedar por poucos dias. O passo seguinte foi ir ao Rio de Janeiro ficar alguns dias. Até que veio a coragem de fazer o primeiro roteiro internacional. Tudo isso, segundo ela, foi para se autoconhecer e entender o motivo de se sentir tão sozinha.“Eu decidi fazer uma viagem para um lugar realmente longe, onde eu não conhecesse ninguém, sozinha, mas em que eu dominasse a língua. Decidi ir para o Havaí. Nos primeiros dias não queria nem sair do quarto, chorei, não foi um processo fácil”, conta.

Mas Melani superou o medo e, hoje, viver e viajar sozinha é um prazer. “ Eu faço tudo sozinha e moro sozinha porque gosto. Já é o contrário, sabe? Hoje eu não me vejo tão acompanhada por tanto tempo. Eu preciso de mim comigo mesma, muito mais do que de mim com outras pessoas”, acrescenta.

Depois do Havaí foram muitos outros roteiros e, hoje, ela ajuda outras mulheres que querem viajar sozinhas por meio de seu grupo no Facebook com mais de 130 mil mulheres e seu Instagram

Ah, pronto. Agora tenho que viajar sozinha para ser livre? 

Claro que não! Primeiro que ninguém tem que ser nada, né? A graça da vida é a gente poder ser o que quiser ser e ter a liberdade de escolha de fazer ou não. Para a advogada Eller Araújo, não há diversão em viajar para um lugar legal sem amigos para compartilhar. 

Eller araujo com suas amigas na praia em Florianópolis
Para Eller Araujo a graça de viajar é poder compartilhar os bons momentos com as aligas (Foto: arquivo pessoal)

“Eu sou um pouco tímida e gosto muito de estar em grupo. É importante para mim dividir os momentos, rir e sofrer junto (risos). Eu gosto bastante da minha companhia e curto ficar sozinha, mas não vejo uma viagem como uma situação para isso. É como diz aquela frase: ‘Eu, sozinha, ando bem, mas com você ando melhor’. Além disso, sou um pouco atrapalhada para me planejar e a grana é curta, ou seja, tudo tem que ser bem pensado antes da viagem – geralmente minhas amigas fazem isso e elas pensam em detalhes que nem passam pela minha cabeça”, conta. 

Apesar da satisfação em viajar somente com as amigas, Eller, às vezes, pensa em viajar sozinha e confessa que a violência a faz repensar.

“Eu não consigo deixar de lado o fato de eu ser uma mulher – o que é bem perigoso no Brasil e na América Latina (que são meus destinos preferidos e possíveis). Minhas amigas já me livraram de várias furadas, inclusive em situações de assédio. Nossa sociedade é patriarcal e machista. As mulheres são subjugadas, violadas e violentadas. Precisamos de políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero construídas por nós, fortalecendo a rede protetiva de mulheres”, conclui.

Sozinha ou acompanhada, o importante é viajar!

O resumo da história é que não há regras. Viajar sozinha ou acompanhada é maravilhoso de qualquer jeito. O importante, mesmo, é que todas as mulheres possam se sentir seguras e não tenham medo de ir e vir dentro ou fora do Brasil. Nós, enquanto sociedade, precisamos lutar por mais igualdade e segurança para essas questões que parecem simples, como viajar, não sejam tão diferentes para pessoas de gêneros diferentes. 

Neste 8 de março e em qualquer outro dia, o importante é que você, mulher, seja dona do seu caminho!
Fique ligado no blog que lançaremos mais capítulos dessas histórias. Até breve!

Buser ganha ação movida por Sindicato de Empresas de Transporte de Passageiros, em São Paulo

Buser ganha ação movida por Sindicato de Empresas de Transporte de Passageiros, em São Paulo

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), em decisão do Juiz Tom Alexandre Brandão, deu ganho de causa para a Buser Brasil em ação civil pública movida pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de São Paulo (SETPESP). A decisão foi publicada no último dia 17 de fevereiro.

O SETPESP, autor da ação, alegava que a atividade de transporte coletivo de passageiros só pode ser exercida diretamente pelo Estado ou por empresas que tenham delegação para tal.

Entretanto, aquela alegação ignorava dois fatos: que a Buser é simplesmente uma intermediadora entre empresas transportadoras e passageiros, não realizando atividade de transporte, e que há modalidades de transporte coletivo privado plenamente legalizadas, como é o caso do transporte por fretamento, na qual se incluem todas as empresas parceiras que disponibilizam seus serviços por meio da plataforma da Buser.

Foi assim que entendeu o Tribunal. De acordo com o a decisão do Juiz Tom Alexandre Brandão:

“A ré promove, em realidade, uma aproximação de forma extremamente qualificada entre os passageiros e as empresas que são autorizadas a prestar serviços de fretamento particular; mas isso não se confunde, friso, com linhas regulares de transporte intermunicipal tradicionalmente realizadas em rodoviárias. A ré catapultou as possibilidades de interação entre passageiros e as empresas que prestam serviços de fretamento, alterando de forma significativa esse mercado de transporte coletivo. (…) 

A situação tratada nos autos vem sendo observada em diversas outras áreas da economia. O monumental incremento da tecnologia permite novas formas de aproximação entre o fornecedores e os consumidores, em escalas que, antes, eram inimagináveis. (…)

Esse ponto me parece fundamental: admitir que as novas formas de exploração econômica não devem ser prontamente rechaçadas ou endossadas de maneira simplista, sem que se perceba a extensão das consequências que surgem com a evolução da tecnologia”.

A Buser não vai parar e seguiremos lutando pela mobilidade e democratização do transporte intermunicipal.

Acompanhe nosso blog e saiba de todas as novidades envolvendo a Buser!

Rio de Janeiro: 455 anos de muita cultura e brasilidade

Rio de Janeiro: 455 anos de muita cultura e brasilidade

Ontem, 01 de março, o Rio de Janeiro completou 455 anos, mas, de que forma sua história impacta o Brasil e o que as terras cariocas têm de tão diferente? Entenda!

O dia 01 de março tem significado especial, afinal, é o dia em que uma das mais importantes cidades do Brasil, o Rio de Janeiro, faz aniversário. A cidade maravilhosa acaba de completar 455 anos muito bem vividos. Afinal, muitas águas já rolaram pela Baía de Guanabara e muita história importante foi vivida em solo carioca. 

História

Tudo começou em 1502, quando o explorador português Gaspar Lemos avistou a Baía de Guanabara e batizou a cidade como Rio de Janeiro. Contudo, sua fundação aconteceu apenas em  1 de março de 1565, quando os portugueses, liderados por Estácio de Sá, fundaram e ocuparam a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em resposta a ocupação francesa que havia sido iniciada. 

Comandados por Estácio de Sá, os portugueses travaram um conflito com os franceses, o que culminou na expulsão dos mesmos em 1567. Com o tempo, o Rio foi se tornando a principal cidade do país. Foi sede do Império, capital brasileira e viveu uma era de ouro. 

Bom, mas essa história é conhecida, não é? E para um carioca, o que é o Rio de Janeiro e o que a cidade tem de diferente?

Continue a leitura e entenda.

Leia também: Com Bartucada, Carna Buser leva mais de 200 mil às ruas de BH

Terra do samba e da cultura popular

Nascido marginal, nos morros e periferias da cidade, o samba já foi mal visto pelos brasileiros, mas foi ganhando força e se tornando, talvez, um dos ritmos mais democráticos que temos. O samba, que antes tinha cor e Cep, hoje é nacional e motivo de orgulho de norte a sul. E não é só de samba que se faz a cultura carioca, diversos ritmos genuinamente brasileiros nasceram na cidade, como a Bossa Nova, o Funk, o Chorinho, entre outros.

Para quem curte um samba, chorinho e gafieira, vale muito a pena visitar uma das casas da Lapa, bairro que é um ícone da boemia carioca.

Ma o samba não vive só na zona sul, o samba é do Rio. “O espaço que o samba tem na cidade é tão incrível que você encontra, em plena segunda feira, o Samba do Trabalhador, que acontece no Andaraí e é lotado. Ele junta todos os ‘clãs’ num mesmo espaço de harmonia gerado pela música”, pontua  Isabelle Castillo, relações públicas e carioca da gema.

imagem do samba do trabalhador no bairro de Andaraí, Rio de Janeiro
O Samba do Trabalhador reúne todo tipo de pessoa em um ambiente de muita energia e música boa no bairro do Andaraí (Imagem: divulgação)

Visitar o Rio é, certamente, conhecer uma cidade que respira cultura, que exalta o seu povo, mas é, também, visualizar de forma muito intensa a diferença. Porém, na praia todo mundo se encontra. Pelo menos é o que acredita Isabelle. “A praia carioca é o lugar mais democrático que existe. Tem rico, pobre, brancos e negros, turista, religioso, bicheiro, ou seja, tem de tudo e estão todos com pouca roupa, suados e dividindo a areia e o mar. Sem guerra, sem briga e sem dor”, declara.

Vai visitar o Rio? o que você não pode perder!

Dizem que para conhecer um lugar de verdade a gente precisa seguir as dicas dos locais. Afinal, talvez o Rio de Janeiro seja o destino turístico mais famoso do país. São praias para perder de vista; o Cristo Redentor; o Pão de Açúcar; a praia de Copacabana, enfim, são muitos pontos icônicos, mas que todo turista visita.

Sendo assim, para Isabelle Castilho, conhecer o Rio de Janeiro de verdade envolve “comer bacalhau na Cadeg,  curtir uma roda de samba na Pedra do Sal, passar uma manhã passeando pelos ateliês de arte em Santa Tereza e aproveitar o fim da tarde pegando uma praia no Arpoador com o pôr do sol mais lindo do mundo. Isso é o mínimo que eu espero de um bom turista que quer fugir do basicão Cristo e Pão de Açúcar”, acrescenta.

Mulher, Isabelle Castillo, visivelmente grávida na praia do Arpoador
Isabelle em um dos seus lugares preferidos do Rio, a praia do Arpoador, quando estava grávida do seu filho Júlio, hoje com 4 anos (Imagem: arquivo pessoal)

O jeito carioca de ser

Mas o que é ser carioca? É ter a famosa “malandragem”? Para Isabelle é muito mais do que isso, é ser apaixonado. “Ser carioca é defender a cidade até o último segundo mesmo sendo contra tudo o que acontece por lá. Só o carioca pode falar mal do Rio, ai de quem ousar reclamar!”.

Vista do Museu do Amanhã no pôr do Sol
Vista do pôr do sol no Museu do Amanhã, localizado na região central do Rio de Janeiro. Para Isabelle, o centro do Rio é das regiões mais icônicas da cidade, com caos, cultura urbana, museus e, ainda, mar (Imagem: Isabelle Castillo)

E aí, que tal conhecer tudo de bom que o Rio tem a nos oferecer? Confira os grupos da Buser formados para a cidade maravilhosa e aproveite. Acesse AQUI

Com Bartucada, Carna Buser leva mais de 200 mil às ruas de BH

Com Bartucada, Carna Buser leva mais de 200 mil às ruas de BH

Um dos blocos mais tradicionais da capital mineira, a Bartucada, arrastou milhares de foliões e se consolidou como um dos mais importantes do Carnaval em BH

Com uma bateria afinadíssima e uma energia contagiante, a Bartucada colocou o seu bloco na rua! A banda mineira se apresentou nesta terça-feira, 25 de fevereiro, no Carnaval de Belo Horizonte – MG. No repertório, samba, axé music, reggae e até rock embalaram mais de 200 mil foliões, de acordo com estimativas.

Bloco bartucada leva milhares de pessoas para avenida em Carnaval de BH
O bloco Bartucada levou mais de 200 mil pessoas para as ruas de BH (Foto: Buser Brasil)

A Bartucada foi fundada em 1972 em Diamantina-MG. Há 48 carnavais é um dos blocos mais tradicionais do estado e um dos responsáveis por transformar Diamantina em um dos principais destinos para foliões brasileiros.

Nesta terça de Carnaval, o bloco —  que teve o patrocínio oficial da Buser —  percorreu a avenida Brasil, localizada na região centro-sul de Belo Horizonte, com um trio elétrico personalizado e cheio de estilo.

Leia também: Jéssica e suas viagens de ônibus atrás de um crush argentino

Ritmo que contagia

Com mais de 150 ritmistas e muitos instrumentos como surdos, caixas, repiques, tamborins, cuíca, além de vocais, a Bartucada arrastou uma multidão que ainda tinha muito fôlego no último dia de folia. E é essa bateria que dá um swing próprio a qualquer gênero de música. 

Bateria contagiante da Bartucada é um dos diferenciais. Na foto, parte da bateria toca.
Bateria afinada contagia os foliões em todos os ritmos (Foto: Buser Brasil)

Para Fernanda Quinetti Paes, engenheira ambiental e designer, essa mistura de ritmos faz com que o bloco seja uma atração imperdível no Carnaval. “A Bartucada é contagiante, é uma explosão de emoções. A potência do batuque afiado do bloco quando entra na avenida supera as expectativas que temos. O fato de misturar vários gêneros musicais é um diferencial e faz com que a gente consiga reunir o maior número de amigos possível em uma festa animada”.

A radialista e humorista Paloma Santos não costuma pular Carnaval, mas adorou a experiência de participar da folia e quer voltar no próximo ano. “O máximo que eu fazia era pular no clube ou em um churrasco. Essa é a primeira vez que vou para um bloco de rua dançar, me divertir e interagir com a galera. Para mim foi uma experiência muito bacana. Coloquei meu glitter, meu tênis, fui para a avenida pular e fiquei encantada com a estrutura, com a energia e com a população cantando junto. Em 2021 quero estar lá de novo”, declara.

Paloma curtiu seu primeiro carnaval em BH com a bartucada. Foliã está na foto e bloco ao fundo.
Paloma curtiu seu primeiro carnaval de rua em BH pulando com a Bartucada (Foto: Buser Brasil)

A foliã ainda falou da importância das empresas apoiarem a cultura brasileira. “Sou produtora cultural e vivo disso. Toda empresa que fomenta a cultura neste país, principalmente neste momento em que precisamos repensar o nosso fazer cultural, tem o meu apoio”, acrescenta. 

Saiba mais sobre a Buser e a Bartucada AQUI.

Bartucada é tradição no Carnaval

Com seus quase 50 anos, a Bartucada faz parte do presente e do passado não só dos belorizontinos, mas dos mineiros como um todo. “Eu sou nascida e criada em BH e tenho uma memória afetiva muito grande com a Bartucada, que é um patrimônio do estado. O diferencial do bloco é justamente essa conexão com a população e com o Carnaval de Belo Horizonte”, conta Paloma. 

O sentimento é compartilhado por Fernanda, que ainda destaca a organização do bloco. “Fazem três anos que eu acompanho o Carnaval de BH e sempre venho na Bartucada, que é tradicional no interior de minas. Eles têm muito carisma e é muito bem organizado. Os veteranos recebem a gente e nos sentimos muito importantes quando estamos ali. O grande diferencial do bloco, na minha opinião, é a interação do grupo com o público, além dos bonecos que enfeitam a ala dos caricatos”, conclui. 

Casal aproveita Carnaval de BH ao som da Bartucada. Ao fundo da foto aparecem foliões.
Fernanda e o noivo, Henrique, aproveitam a folia ao som da Bartucada (Foto: arquivo pessoal)

Todo Carnaval tem seu fim e esse já acabou, mas outras festas vêm por aí. Acompanhe o blog da BUSER e fique por dentro dos melhores eventos e destinos. Até a próxima!

Vai fugir do Carnaval? Conheça os melhores destinos para descansar

Vai fugir do Carnaval? Conheça os melhores destinos para descansar

Se o seu forte não é serpentina e glitter, conheça os destinos perfeitos para fugir do Carnaval e relaxar

É só andar por aí para ver que as ruas já estão em clima de Carnaval, certo? Não necessariamente! Há lugares em que a folia não é tão intensa assim. Apesar de ser a festa mais popular do Brasil, ela não é unanimidade e muita gente torce o nariz e faz de tudo para fugir do Carnaval. Para essas pessoas, essa é a oportunidade perfeita para colocar o pé na estrada em busca de paz —  bem longe das multidões.

Se a sua pegada é curtir aquela paisagem natural, uma cachoeira refrescante ou fazer trilhas, existem alguns destinos perfeitos para você e vamos te contar quais são neste post. 

Mas, se você é da turma que curte um bloco até o dia amanhecer, não deixe de conferir os 5 destinos mais “quentes” do Carnaval 2020.

Vamos lá?

Bonito – MS

Parece uma brincadeira clichê, mas Bonito, realmente, é uma cidade que faz jus ao nome. Com paisagens de tirar o fôlego, é um dos melhores destinos para mergulhar em águas doces no Brasil. 

Localizada a 300 km de Campo Grande, Bonito é cheia de rios com águas transparentes, cachoeiras, grutas e cavernas. Sua mistura de Cerrado com Mata Atlântica dá ao lugar uma paisagem que mais parece uma pintura, ideal para relaxar, se desligar dos problemas e fugir do Carnaval.

A vocação de Bonito é o ecoturismo e o cuidado com o meio-ambiente é levado a sério. Afinal, alguns pontos da cidade são tão preservados que nos dão a sensação de estar em um local intocado.

Apesar de ser uma cidade pequena, com apenas 22 mil habitantes, Bonito tem uma estrutura de turismo muito ampla e organizada. Existem cerca de 46 passeios credenciados e uma rede hoteleira muito variada, com pousadas simples, hostels, bons hotéis e até mesmo resorts. 

Alguns passeios têm um preço um pouco mais salgado, mas incluem guias, equipamentos e, em alguns casos, até almoço. No verão as cachoeiras ficam bastante volumosas por conta das chuvas e isso, somado às temperaturas mais quentes, faz com que a procura pelos passeios aumente muito. Então, se vai em cima da hora, agilize o agendamento.

Entre os principais pontos turísticos destacam-se a Gruta do Lago Azul, uma caverna com um lago que tem uma cor extremamente azul; o Rio Sucuri, considerado o mais cristalino do Brasil e ideal para mergulho e o Parque das Cachoeiras, que tem 7 quedas para banho.

A gastronomia sul-mato-grossense não deixa nada a desejar. Bonito tem alguns bons restaurantes: não deixe de experimentar jacaré, considerado uma refeição nobre, além de peixes de água doce, como a piraputanga, símbolo da cidade. 

São Thomé das Letras – MG

Casa da Pirâmide em São Thomé das Letras, considerado um dos melhores lugares para fugir do carnaval
A Casa da Pirâmide chega a atrair dezenas de pessoas para assistir o pôr do sol (Foto: Divulgação)

Quando se fala em destino relaxante e místico no Brasil, a primeira cidade que nos vem à mente é São Thomé das Letras. Localizada no sul do estado de Minas Gerais, a 350 km da capital, Belo Horizonte, a cidade ganhou fama como destino esotérico. Há quem defenda que o local é um dos 7 pontos mais energéticos do mundo.

São Thomé é repleta de natureza. São muitas montanhas, grutas e mais de 30 cachoeiras e piscinas naturais deliciosas. As mais famosas são a Cachoeira da Lua e a Cachoeira do Flávio.

Uma das principais atrações da cidade é o Parque Municipal Antônio Rosa, localizado a 1.430 metros acima do nível do mar. Nele, estão localizados o Cruzeiro, a Toca da Bruxa e a Casa da Pirâmide. Por lá é possível aproveitar uma vista incrível, o que o torna um lugar perfeito para relaxar, observar o nascer ou pôr do sol e, claro, fugir do Carnaval.

Para os mais radicais, vale a pena também conhecer as grutas da cidade. A gruta de Sobradinho, por exemplo, tem mais de 150 m de extensão, uma cascata e um poço de águas claras. Já a gruta do Carimbado é conhecida pela lenda de que seu fim nunca foi descoberto e que lá há uma passagem secreta que leva para Machu Picchu, cidade sagrada do Peru. 🤯

Campos do Jordão

Na imagem, casario da região de Vila Capivari, em Campos do Jordão. Excelente local para fugir do Carnaval.
Campos do Jordão é a cidade mais alta do Brasil, com clima ameno e romântico (Foto: Divulgação)

Localizada a 1.628 m acima do mar, Campos do Jordão é o núcleo urbano mais alto do país. Conhecida popularmente como a Suíça brasileira, as montanhas da Serra da Mantiqueira, sua arquitetura típica da Europa e as temperaturas amenas dão à cidade um clima romântico.

Você deve estar pensando: mas Campos do Jordão é um bom local para se visitar no verão? Nós afirmamos que sim. Afinal, com sua estrutura turística bem desenvolvida, a cidade tem atrações durante todo o ano.

Mesmo no verão, as temperaturas por lá não passam de 25º, o que é ótimo para fugir do calor e das praias cheias. Neste período mais ensolarado, a dica é explorar a rica natureza da região no Horto Florestal, Pedra do Baú e Pico do Itapeva – quinto maior cume do Brasil, com 2.025 m de altitude. 

Outra ótima opção é o Parque Tarundu. O espaço oferece mais de 30 atividades de lazer, a maioria ao ar livre. Lá é possível patinar no gelo, andar a cavalo, fazer tirolesa, escalada, arvorismo e tiro esportivo. A atração mais disputada é o circuito de tirolesas, com 800 m de extensão e 50 m de altura.

O passeio de bonde também é imperdível e tão legal quanto o bonde é o passeio de teleférico no Morro do Elefante, com vista panorâmica de toda a cidade.

O ponto mais famoso da cidade e cujas imagens são conhecidas em todo o país é o bairro de Vila Capivari. No local estão reunidos os badalados restaurantes, cafés, lojas e bares, como a famosa choperia Baden Baden. Não deixe de provar os deliciosos fondues da cidade e o prato típico: truta com pinhão. É uma delícia!

Águas de Lindóia – SP

Tudo em Águas de Lindóia envolve água. É um excelente destino para relaxar (Foto: Divulgação)

Águas de Lindóia é uma cidade charmosa do interior de São Paulo, localizada a 170 km da capital, na região do Circuito das Águas. Além da qualidade de suas águas, ela é conhecida por seu clima ameno, ar puro e montanhas. É uma boa pedida para turistas que buscam descanso e querem fugir do Carnaval.

Não é à toa que o município tem esse nome. Afinal, tudo envolve água e, por lá, a água das nascentes surge a uma temperatura de 28ºC, abastecendo o Balneário Municipal, que inclusive é um dos pontos turísticos mais famosos da cidade.  O Balneário tem diversas opções de atividades, como banhos de imersão, hidromassagem e massagens. 

O Morro do Cruzeiro também é um lugar interessante para se visitar. Situado a 1.054 metros acima do nível do mar, ele proporciona uma vista exuberante de 360º da cidade. É possível chegar até lá caminhando, de carro, ou com os chamados “trenzinhos turísticos”.

Assim como Campos do Jordão, Águas de Lindóia tem uma vida noturna ativa. Vale a pena dar um pulo nos bares e cafés com música ao vivo e se divertir, também, depois que o sol se põe. 

E aí, gostou das nossas dicas? Então fique ligado porque teremos muitas outras. E lembre-se, para onde quer que você vá, marque sua viagem pela BUSER.

Conheça os 5 destinos mais “quentes” do Carnaval 2020 e o que aproveitar em cada um

Conheça os 5 destinos mais “quentes” do Carnaval 2020 e o que aproveitar em cada um

Conheça os destinos do Carnaval 2020 que prometem fazer com que a sua folia seja inesquecível

Está quase na hora de botar o bloco na rua e desejar que a quarta-feira de cinzas nunca chegue. E a gente sabe que Carnaval é uma data importante demais para não curtir 100% da festa.  Para te ajudar nessa missão, neste conteúdo listamos os 5 melhores destinos do Carnaval 2020 para você.

Depois deste texto só vai faltar fazer todas as suas fantasias caberem na mala, porque a diversão vai estar garantida. Vamos lá? 

>>> CONHEÇA A BUSER e os grupos fechados para as cidades carnavalescas

Rio de Janeiro

O Carnaval do Rio dispensa apresentações, certo? Errado. Mesmo sendo o mais tradicional do país, ele continua o mais famoso e um dos principais destinos do Carnaval 2020. Se engana quem acha que a folia do Rio se resume à Marquês de Sapucaí.  Com mais de 300 bloquinhos espalhados pela cidade, o carnaval da capital carioca é um dos mais fortes do país. Aproveitar os blocos de rua é uma maneira bem genuína de curtir a festa e o melhor de tudo é que não precisa comprar ingresso.

Com tantas opções disponíveis, a chance de escolher os blocos errados aumenta. Mas para isso existem aplicativos com as agendas da folia. Mas a gente sabe que mesmo conhecendo a programação, ainda é difícil escolher entre tantas opções, então vale uma dica de ouro: nem sempre os blocos mais famosos são os os melhores. Não subestime os blocos de bairro.

Enquanto blocos como o Cordão da Bola Preta, Simpatia é Quase Amor e Bloco das Poderosas arrastam milhares de pessoas, outros blocos, menores, não deixam nada a desejar. Focar neles pode ser uma maneira mais segura e até mesmo divertida de pular. Há  bons blocos no aterro do Flamengo, como o Orquestra Voadora e Amigos da Onça, além de ótimas bandas nas ruas e praças.

Se mesmo assim você resolver se arriscar blocos mais cheios, é recomendável chegar com antecedência. Senão você corre o risco de nem encontrar a saída do bloco.

Leia também: 6 dicas para o Carnaval que vão te fazer economizar muito

São Paulo

Cantora Luiza Sonza se apresentando no carnaval paulista, que é um destinos mais buscados no carnaval 2020.
O Carnaval de São Paulo só tem crescido em tamanho e importância (Foto: Divulgação)

Quem diria que, um dia, a “terra da garoa” se tornaria um dos principais destinos do Carnaval 2020? A festa de São Paulo vem crescendo ano a ano e, só em 2019, recebeu mais de 9 milhões de foliões de todos os cantos do Brasil.

A boa notícia é que São Paulo tem tamanho e porte para abrigar esse mundo de foliões. Afinal, são mais de 500 blocos para escolher — uns mais lotados e outros mais tranquilos — pra quem quer ir com a família e para quem quer bagunçar

E quem disse que o carnaval de São Paulo termina na quarta-feira de cinzas? Oficialmente, em Sampa, a folia já começou na sexta-feira, 14, e vai até dia 1º de março. Para saber a programação completa, basta acessar o site da prefeitura AQUI

Agora, se você é daqueles que quer mais aproveitar os blocos mais famosos e disputados, a dica é concentrar-se nas regiões do: centro (Acadêmicos do Baixo Augusta, Tarado Ni Você e Explode Coração, Domingo Ela Não Vai);  zona sul (Monobloco, Vumbora, com Bell Marques) e na zona oeste (Agrada Gregos, Largadinho com Claudia Leitte, entre outros).

Além disso, São Paulo, assim como o Rio de Janeiro, também tem seu famoso desfile das escolas de samba que, neste ano, será realizado entre os dias 21 e 24 de fevereiro.

Para quem busca diversão com as crianças, além dos diversos blocos infantis, os Sescs terão diversas atrações para os pequenos foliões.

Belo Horizonte

O mesmo movimento que aconteceu com o Carnaval de São Paulo ocorreu em BH. Se há uns anos os belorizontinos deixavam a cidade completamente vazia nos dias de Carnaval, buscando destinos no interior, como Ouro Preto e Diamantina — que por sinal continuam tendo bons carnavais. Hoje, os moradores da cidade e turistas de todo o Brasil disputam espaço na folia da capital mineira, que se tornou  um dos principais destinos do Carnaval 2020.

BH, definitivamente, é a escolha para quem busca uma rota alternativa e menos popular do que outros carnavais, mas igualmente boa. Uma característica bem marcante do Carnaval de BH é a pluralidade, tanto de sons (música); tipos de blocos, mas, principalmente, das pessoas. Ou seja, é um Carnaval bem democrático e onde o respeito é essencial.

Em 2019,a folia belorizontina reuniu mais de 4 milhões de pessoas. Só em 2020 serão mais de 400 blocos. Uma característica importante é que o Carnaval de BH acontece, predominantemente, durante o dia. Há blocos que saem bem cedinho e a programação vai até o fim da tarde. Então, se você gosta da noite, vai precisar procurar festas fechadas e/ou baladas pela cidade.

Entre um bloco e outro, se sobrar tempo, aproveite para curtir o que a boa gastronomia mineira tem a oferecer. Com preços variados, Belo Horizonte é famosa por oferecer boa comida nos estabelecimentos mais diversos, desde o botecos, aos restaurante mais finos. Se optar por também fazer um tour gastronômico, planeje os estabelecimentos que pretende visitar antes, pois nem tudo abre durante o carnaval em BH.

No dia 25, BH receberá o show da Bartucada: um dos blocos de Carnaval mais famosos de Minas, fundado em 1972. O bloco sairá às 14h na Avenida Brasil.

Salvador

Milhares de pessoas correndo atrás do trio no carnaval de salvador, um dos destinos de carnaval mais populares do país.
A folia soteropolitana tem características próprias. Só por lá é possível ver uma mescla entre carnaval e religião (Foto: Divulgação)

O Carnaval de salvador é conhecido com um dos mais caros do país, mas dá para se divertir todos os dias sem gastar muito:

Além dos blocos de corda, que custam entre R$ 180,00 e R$ 1090,00, e dos famosos camarotes, é possível aproveitar, e muito, o Carnaval da pipoca. Porém, para se divertir sem gastar é preciso estratégia para se posicionar bem na entrada do bloco e ter muita disposição e paciência para se misturar a um mundo de gente.

Em Salvador, os blocos são puxados por um trio elétrico, que normalmente carrega algum grande nome da música baiana. Os trios seguem três principais trajetos, o circuito Dodô (Barra-Ondina), que começa em frente ao Farol da Barra, circuito Osmar (Campo Grande) e que sai da praça do bairro e circuito Batatinha (Centro). 

Além de artistas famosos que lideram blocos, como Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Margareth Menezes, Bell Marques e Asa de Águia, a cidade também tem alguns blocos muito tradicionais e recheados de história, como Olodum, Timbalada, Filhos de Gandhy e Ilê Aiyê.

A tradição do afoxé e a comida baiana

Alguns dos blocos tradicionais, como Filhos de Gandhy, são embalados pelo Afoxé e isso é um espetáculo à parte. Afinal, o Afoxé, também chamado de Candomblé de Rua e Negreiro Pernambucano, é um cortejo de rua que sai durante o Carnaval. O Afoxé pode ser definido como uma manifestação afro-brasileira com raízes no povo iorubá

A folia soteropolitana acontece durante 16h por dia, então, haja energia! A boa notícia é que para comer bem não necessariamente é preciso voltar para a hospedagem ou parar em um restaurante: Salvador tem das melhores e mais tradicionais comidas típicas de rua do Brasil. Do acarajé ao abará, moqueca ou mugunzá, come-se muito bem e gastando pouco.

Recife

Diz a lenda que depois de se sacudir levado pelo ritmo do frevo a pessoa nunca mais é a mesma. Deve ser por isso que o Carnaval de Recife encanta tantas gente.

É impossível falar de Recife sem citar sua cidade irmã, Olinda, que fica a 6 km de distância. A capital pernambucana abriga um evento muito plural, de muita personalidade e possibilidades. Não é à toa que muitos o consideram o melhor Carnaval do país.

Bom, é nas ruas do Carnaval de Recife que acontece um dos maiores blocos do mundo, o Galo da Madrugada. Uma das principais características do Carnaval pernambucano é a tradição. Seja pelos centenários blocos de bonecos de Olinda ou pelos clubes de frevo.

Além disso, nem só de hit de Carnaval se faz a festa de Recife. Existem diversas músicas e cantigas que dão ritmo à folia e que marcaram muitos carnavais, como o “Hino do Galo” e “A Praieira!”.

A boa gastronomia e a diversidade de temperos também pode dar aquela reforçada no estômago do folião sem pesar no bolso. Aposte nas comidas regionais, como a famosa macaxeira com carne de sol, tapioca e caldinho de feijão.

O Carnaval de Recife é uma ode à tradição e ao próprio Carnaval em si. O grande diferencial dele é que além de uma festa extraordinária, a capital pernambucana está repleta de paisagens e praias de tirar o fôlego. Olinda não fica para trás, com seu patrimônio preservado há séculos e protegido pela Unesco que une os belos casarios em suas ladeiras às praias paradisíacas. São ladeiras e praias dignas de pinturas.

Muitos destinos de Carnaval em 2020 e um objetivo: diversão

Seja para pular atrás do trio, para descobrir o que é o Carnaval mineiro da diversidade, para entender que São Paulo tem ritmo e cor, conhecer o afoxé e a tradição negra ou para aliar folia e cultura, o importante mesmo é curtir a festa. Carnaval é isso, um evento democrático nos sons, cores e no seu povo. Esperamos ter ajudado você com essas 5 opções de destinos do Carnaval 2020 que prometem ferver. Até breve 🙂

E lembre-se, para onde quer que você, marque sua viagem pela BUSER e viaje com conforto, segurança e preço baixo.