Entenda porque a Buser é um serviço legítimo, porém perseguido, em 5 tópicos

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Saiba porque a Buser e centenas de empresas de fretamento têm enfrentado problemas com órgãos reguladores do sistema de transporte e porque começaram uma campanha contra medidas da Artesp

Na última quarta-feira, 28 de outubro, cerca de 100 ônibus de empresas de fretamento que prestam serviço para plataformas de viagens e a Buser fizeram um protesto pelas ruas de São Paulo. A manifestação foi contra medidas da Artesp —  Agência de Transporte do Estado de São Paulo —  que podem inviabilizar o sistema de fretamento colaborativo, modelo de negócio da Buser. Contudo, se você ainda está se perguntando o porquê do protesto, se a Buser é uma empresa que pode operar, ou mesmo porque esses entraves legais continuam acontecendo, este post é para você.

Neste artigo você vai entender:

  • o modelo de negócio da Buser;
  • porque ainda enfrentamos problemas com algumas agências de transporte;
  • o contexto do mercado de viagens rodoviárias.

Continue a leitura!

Carreata do protesto realizado por mais de 100 ônibus de empresas de fretamento, em São Paulo, na quarta-feira, 27

1- Afinal, quem é a Buser e como operamos?

A Buser é uma plataforma de fretamento colaborativo. E o que isso quer dizer? Quer dizer que somos uma empresa de tecnologia que intermedia viagens entre as pessoas que desejam ir para um mesmo destino e as empresas de fretamento executivo. Com um ecossistema sustentável, conseguimos oferecer viagens com mais qualidade e por preços muito mais justos que a rodoviária.

Para se ter uma ideia, viagens com a Buser chegam a custar menos da metade do preço da rodoviária com um nível de conforto muito superior. Afinal, os ônibus das empresas parceiras são novos, espaçosos e oferecem categorias superiores às normalmente encontradas na rodoviária, como leito e cama por preços mais baixos do que as categorias inferiores deles.

Ou seja, a Buser não é uma empresa de ônibus e nenhum ônibus que opera pelo nosso sistema é nosso. “Ah, mas por que existem ônibus plotados?”, você pode estar se perguntando. Esses ônibus são de empresas parceiras que operam exclusivamente pela nossa plataforma e nos quais fazemos publicidade e pagamos pela mesma.

2- A Buser é legal?

Sim, a Buser é legal.  Não somos regulados como uma empresa de transporte, mas como uma startup que intermedia viagens. As empresas parceiras da Buser são reguladas e licenciadas adequadamente pelos órgãos competentes.

“As empresas parceiras são cadastradas nos órgãos, inclusive na Artesp. Em cada viagem que é feita pela intermediação da Buser é emitida uma autorização de viagem com nota fiscal e duas apólices de seguro, uma em nome da empresa e uma por parte da Buser. Então não tem fundamento o argumento de que não somos legalizados”, afirma Marcelo Abritta, CEO da Buser.

Marcelo Abritta, CEO da Buser, durante o protesto em São Paulo contra medidas da Artesp

3- A Buser paga impostos?

Como toda empresa legítima no Brasil, a Buser e também as empresas parceiras pagam impostos. Aliás, pagam mais impostos do que as empresas tradicionais, uma vez que as parceiras da Buser não recebem isenções na compra de veículos e que há dois níveis diferentes de tributação (na receita das empresas e na receita da Buser), aumentando a carga tributária.

4- As viagens com a Buser são seguras?

Sim. Motoristas e veículos são licenciados pelos órgãos de fiscalização. Além disso, todos os passageiros têm cobertura total de seguro sem pagar nada por isso.

Além de licenciados, os ônibus são novos e possuem tecnologias de segurança inovadoras, como: câmeras de fadiga, sensores de cinto de segurança e telemetria. Recentemente, ainda lançamos assentos preferenciais para mulheres e estamos instalando câmeras de vigilância em toda a frota.

5- Quais são as propostas da Artesp?

A indignação do setor de fretamento e de empresas de tecnologia como a Buser com a Artesp começou no sábado, 23, quando a agência lançou uma consulta pública, aberta por prazo curtíssimo, até o próximo dia 9 de novembro, que criaria uma série de novas regras para o serviço de fretamento eventual, no qual a Buser e suas parceiras atuam, dentre as quais:

  • Instituição do regime de “circuito fechado”, que obrigaria as viagens de fretamento a serem feitas de forma “casada”, com os mesmos passageiros indo e voltando no mesmo ônibus, no mesmo grupo, nas mesmas datas;
  • Obrigação de apresentação do “Comunicado de Viagem” com antecedência mínima de 48 horas, o que significaria que passageiros não poderiam comprar viagens com menos de dois dias da data de embarque;
  • proibição de identificação visual de empresas de aplicativos nos ônibus das transportadoras parceiras.

“As medidas buscam inviabilizar tanto a atividade de fretamento quanto a atuação de aplicativos de transporte rodoviário. Elas parecem até mesmo encomendadas para atrapalhar o funcionamento dos aplicativos. O Estado de São Paulo sempre foi muito receptivo ao nosso modelo de negócio e nunca tivemos um ataques como esse antes”, declara Abritta.

Fretadores na manifestação preocupados com os ricos que as medidas podem impor à atividade

É importante destacar que o sistema de fretamento eventual em São Paulo possui as mesmas regras há mais de três décadas e isso nunca foi um problema para o setor. Com o incômodo causado pela atuação da Buser e de suas parceiras às empresas tradicionais, a Artesp, repentinamente, passou a contemplar a adoção de normas restritivas não previstas em lei e que sequer possui autoridade para adotar.

“Se essas medidas entrarem em vigor, nosso modelo de negócio ficaria insustentável no estado, sem falar nos reflexos. Isso poderia deixar dezenas de milhares de desempregados diretos e indiretos e centenas de milhares de clientes desassistidos”, acrescenta Abritta.

Manifestantes reunidos com placas e cartazes em favor do sistema de fretamento colaborativo e contra monopólios rodoviários

Manifeste-se a favor da liberdade no transporte

Inovar no segmento rodoviário, infelizmente,  quer dizer ser perseguido por empresas que não querem perder seus privilégios e por agências que não servem ao seu povo e parecem servir  a essas mesmas empresas. Porém, podemos afirmar que vamos continuar inovando e fazendo melhor, porque é pra isso que nascemos.

E você, de que lado está? Assine nossa ação e diga não à proibição da Buser em São Paulo.

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