Goiânia é daquelas cidades que a maioria das pessoas conhece pelo nome, mas poucas conhecem de verdade. Aparece no mapa como passagem, como conexão, como “aquela cidade antes de Caldas Novas”. E quem pensa assim está perdendo uma das capitais mais gostosas de viver do Brasil.
A cidade tem parques que envergonham qualquer metrópole, uma cena de bar e restaurante que não para de crescer, e aquele jeito goiano de receber que faz qualquer visita parecer visita de família. Se você está planejando uma viagem para lá e só encontrou as dicas de sempre, continua lendo.
O que tem de diferente para ver em Goiânia?
Comece pelos lugares que ninguém te conta.
O Memorial do Cerrado é o tipo de lugar que você descobre, fica encantado, e não entende por que não está em todo roteiro. Fica no Campus II da PUC Goiás e reúne num só espaço a história natural do cerrado, uma réplica de aldeia indígena e a reconstrução dos primeiros povoados coloniais portugueses da região. Em 2008 foi eleito o lugar mais bonito de Goiânia. Hoje ainda é um dos mais desconhecidos por quem chega de fora. O ingresso custa R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia, e vale cada centavo.
O Beco da Codorna é outro que pouca gente coloca no roteiro. É uma rua estreita no centro da cidade, que nasce da Avenida Anhanguera e virou galeria de grafite a céu aberto. Artistas goianos tomaram conta do lugar e transformaram em museu de arte urbana. Não precisa de ingresso, não precisa de hora marcada. Só precisa ir com tempo pra olhar.
E se você curte arquitetura, o centro histórico de Goiânia tem um presente escondido: um acervo Art Déco tombado pelo Iphan desde 2002, com 22 edifícios preservados, incluindo o Teatro Goiânia e a antiga estação ferroviária. É daquele tipo de coisa que você passa na rua sem saber o que está vendo, e quando alguém te conta, você quer voltar para ver de novo.
Onde comer em Goiânia?
Goiânia virou referência gastronômica de verdade. Não é papo de guia turístico, é fato: a cidade tem restaurantes premiados nacionalmente, chefs autorais e uma diversidade de cozinha que surpreende até quem chega com expectativa alta.
O 1929 Trattoria Moderna foi eleito o melhor restaurante do Centro-Oeste em 2025 pela revista Prazeres da Mesa. O chef Ian Baiocchi cozinha italiano com memória afetiva, daquele jeito que faz a comida ter história antes mesmo de chegar na mesa. Fica na Av. Ricardo Paranhos, 955, no Setor Marista.
O Grá é dois lugares num só: bistrô no estilo “nem francês, nem tão brasileiro” no andar de baixo, e um rooftop no topo de um prédio de 40 andares com vista de Goiânia que para qualquer conversa. Pode ir para almoçar, para jantar ou só para tomar um drink no fim da tarde olhando a cidade de cima.
O Madalena Gastrobar é para quando você quer comer bem sem cerimônia. Tem mesa ao ar livre, petisco criativo, cerveja artesanal e brinquedoteca para quem vai com criança. Um daqueles lugares que cabem em qualquer programa.
Para culinária goiana de verdade, com ingredientes do cerrado e aquela cara de comida que alguém fez pensando em você, o Cateretê Restaurante Bar é o endereço que os moradores recomendam sem hesitar.
E para encerrar com surpresa: a cena japonesa de Goiânia é séria. O Kanpai Blue tem jardim de inverno, decoração que lembra o Japão de verdade e uma cozinha que não deixa nada a dever a qualquer cidade grande.
O que fazer à noite em Goiânia?
Goiânia à noite é uma experiência à parte. A cidade tem uma das cenas de música sertaneja mais vibrantes do Brasil, e o Alabama é o epicentro disso. Choperia histórica, shows ao vivo, e aquela mesa que começa com dois amigos e termina com dez. Clássico no bom sentido.
Para quem prefere algo diferente, o Subverso Coffee Culture na Avenida Mutirão é café de dia e algo bem mais interessante à noite, com discotecagem e drinks eventuais. É o tipo de lugar que você descobre por indicação de um morador e volta toda vez que vai para cidade.
O Colombina Gastropub é o espaço de experiência da Cerveja Colombina e do Uyrá Gin, as duas produzidas em Goiás. Tem algo muito gostoso em tomar uma bebida artesanal feita ali perto, sabendo a história de quem produziu.
Tem alguma feira que vale visitar em Goiânia?
Aos sábados tem a Feira da Lua, com vestuário, artesanato e comida regional. Aos domingos tem a Feira do Sol, que combina moda, gastronomia e artesanato. As duas são muito mais do que feiras: são o jeito de Goiânia se encontrar no fim de semana. Vale ir sem pressa, com fome, e com a câmera no bolso.
Tem algo perto de Goiânia que vale incluir no roteiro?
Rio Quente fica a duas horas de Goiânia e tem as piscinas termais naturais mais famosas do Centro-Oeste. O Hot Park é um dos maiores parques aquáticos de águas termais do mundo. É daqueles programas que parecem exagero até você entrar na água.
Paraúna, a 160 km, é para quem quer mesmo sair do turismo de massa. Formações rochosas únicas esculpidas pelo cerrado, uma vinícola que produz Syrah e Malbec no meio do Brasil Central, e aquele silêncio de cidade pequena que a gente não sabe o quanto sente falta até encontrar de novo.
Como chegar em Goiania?
A melhor notícia é que a passagem de ônibus pra Goiânia é mais acessível do que parece. De São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Uberlândia e de várias outras cidades, você encontra opções pela Buser com todo conforto e qualidade do mundo, sem burocracia. E se precisar de qualquer coisa no caminho, o atendimento funciona 24 horas.
Vem de Buser. A gente te leva.
